O retorno à rotina antes do encerramento da pandemia de Covid-19, a flexibilização das medidas protetivas e o fim do isolamento ou do distanciamento social podem causar em algumas pessoas um fenômeno que os psicólogos chamam de "síndrome da cabana".
Apesar do nome, não é uma doença e nem é considerado
transtorno mental, mas um acometimento, um estresse adaptativo entre pessoas
que possam passar por dificuldades emocionais ao ter que sair do estado de
retiro em sua casa e voltar às atividades presenciais no trabalho, às compras
no comércio ou tenham que comparecer a uma repartição pública, como uma agência
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
"Eu tenho pacientes que ainda estão muito
angustiados por não ter vacina contra a Covid e a vida estar voltando à rotina
de trabalho", relata a psicóloga Célia Fernandes, de Brasília, acostumada
a lidar com demandas provocadas por medo e angústia.
A expressão "síndrome da cabana" tem
origem no início do século 20 e serviu para relatar vivências de pessoas que
ficavam isoladas em períodos de nevasca no Hemisfério Norte e que depois tinham
que retomar o convívio. Também acometia caçadores profissionais que se
embrenhavam nas matas no passado e, no presente, pode afetar trabalhadores que
estão sempre afastados em razão do ofício, como por exemplo os empregados em
plataformas de petróleo.
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