Os 3,1 milhões de estudantes das mais de 5.000 unidades estaduais de São Paulo retornam às salas de aula nesta segunda-feira. Para o ano letivo de 2026, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo organizou uma série de mudanças e ajustes com foco na melhoria da aprendizagem dos alunos, incluindo expansão de vagas do Ensino Médio Técnico, início das atividades das escolas cívico-militares e ampliação do projeto de tutoria e recomposição de aprendizagem a classes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental.
Ensino
Médio Técnico: mais vagas e mais estágios
Neste
ano, a soma de alunos na educação profissional chegará a 231 mil matrículas em
2.212 escolas em todo o Estado — em 2023, eram 35 mil vagas. Outra novidade é a
ampliação do número de cursos. A partir de agora, são 11 opções: os novos
eletrônica e meio ambiente, além de administração, agronegócio, ciência de
dados, desenvolvimento de sistemas, enfermagem, farmácia, hospedagem, logística
e vendas. Há ainda outras 60 formações ofertadas em parceria com o Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e o Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (Senac-SP).
Em São
Paulo, estudantes matriculados na 2ª e 3ª série do itinerário formativo técnico
do Ensino Médio também participam do Programa BEEM (Bolsa Estágio Ensino
Médio). A Seduc-SP fechou o ano de 2025 com 10 mil estudantes contratados por
empresas parceiras. Os estagiários recebem bolsas mensais de até R$ 851,46, de
acordo com o curso. A expectativa é que sejam abertas mais 30 mil oportunidades
até o segundo semestre.
100
unidades do programa Escola Cívico-Militar (ECM)
Após três rodadas de consulta pública com toda comunidade
escolar (estudantes, responsáveis, diretores, professores e funcionários), 100
unidades dão início ao modelo Escola Cívico-Militar (ECM). As escolas do
programa ofertam vagas no Ensino Fundamental e Médio e estão distribuídas em 89
municípios.
Tutoria e
recomposição de aprendizagem
Para
recompor a aprendizagem em língua portuguesa e matemática, a Seduc-SP vai
expandir o programa de tutoria para alunos do 1º ao 9º ano do Ensino
Fundamental. Enquanto para as classes dos anos iniciais (1º ao 5º ano) o foco é
o apoio à alfabetização e ao letramento matemático, nos anos finais a atenção é
para estudantes com alta defasagem nas duas disciplinas — componentes
estruturantes da educação básica. Do 6º ao 9º ano, o número de escolas
participantes vai aumentar de 2.800 para 3.400 em toda rede.
Alfabetiza
Juntos: próximos da meta
A rede
estadual de São Paulo dá início ao novo ano letivo mais próxima de alcançar a
meta de 90% dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental alfabetizados aos
sete anos de idade.
Equipe
gestora ampliada
A partir deste ano, as escolas da rede estadual de São Paulo passarão a ter o número de gestores diretamente vinculado ao total de alunos atendidos. Quanto maior o porte da unidade, maior será o quadro de direção e coordenação pedagógica. Com a mudança, escolas com até 200 estudantes terão a garantia de um quadro composto por, no mínimo, um diretor, um coordenador pedagógico (CGP) e um gerente de organização escolar (GOE).

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