Medida em estudo pelo governo, a extinção do desconto de 20% nas declarações simplificadas do Imposto de Renda deve atingir a classe média e poupar os contribuintes mais ricos, de acordo com dados da Receita Federal.
Avaliada como opção para levantar verbas para o novo
programa social do governo, a proposta
foi criticada por especialistas e congressistas.
Levantamento feito pela Unafisco (Associação
Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) separou por faixa de renda
os contribuintes que usam o modelo simplificado e têm direito ao desconto
automático.
Aproximadamente 40% deles têm renda mensal entre
dois e cinco salários mínimos (de R$ 2.090 a R$ 5.225). Outros 37% desses
contribuintes apresentam rendimento mensal entre cinco e dez salários (de R$ 5.225
a R$ 10.450).
Esses percentuais vão caindo conforme a renda fica
mais alta. O uso do formulário simplificado conta com 11,7% de pessoas com
renda entre 10 e 15 salários mínimos (de R$ 10.450 a R$ 15.675) e de 8,7% para
todas as outras com renda superior a 15 salários.
Hoje, quem opta pelo modelo simplificado tem uma
dedução padrão de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, abatimento que
substitui todas as outras demais deduções. O limite atual desse desconto é de
R$ 16.754,34 por contribuinte.
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