A Polícia Civil, por intermédio das Unidades
Especializadas - Delegacia de Polícia de Investigações Gerais e Delegacia de
Polícia de Investigação Sobre Entorpecentes, e do Centro de Inteligência
Policial, todos da Delegacia Seccional de Polícia de Dracena, deflagrou nesta
terça-feira (4) a operação Midas (Midas é um personagem da mitologia grega, que
segundo contos tinha poder de transformar em ouro tudo o que tocasse). O
objetivo foi o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e seis
mandados de prisão temporária, em desfavor de investigados de integrarem uma
associação criminosa (quadrilha) especializada que praticou um furto em relojoaria
no final do mês de março, no centro de Dracena.
A investigação coordenada pelas Delegacias
Especializadas contou com técnicas de inteligência e compartilhamento de
informações, e durou cerca de quatro meses, resultando na identificação de seis
pessoas, quatros homens e duas mulheres, que integrarem a quadrilha que
perpetra os furtos no Estado, dentre eles o ocorrido em Dracena.
Na ocasião do fato, um estabelecimento comercial que
vende joias e relógios foi o alvo dos furtadores, de onde furtaram aproximadamente
R$ 500.000,00 em joias.
As joias foram apreendidas na cidade de Jaú e
restituídas ao ofendido dias após a prática criminosa, sendo preso na ocasião
um receptador.
Com o devido inquérito policial instaurado, a
Polícia Civil coletou dados e informações que subsidiaram os pedidos judiciais
solicitados junto à 3ª Vara Criminal da Comarca de Dracena.
A operação Midas foi deflagrada, nesta terça-feira
(4), na cidade de Presidente Prudente, e nas cidades mineiras de Araxá e Juiz
de Fora.
Foram presos em Presidente Prudente um homem e uma
mulher, na cidade de Juiz de Fora um homem, e na cidade Araxá um homem e uma
mulher.
Um dos integrantes, sendo homem não foi localizado e
já é considerado foragido da Justiça.
As pessoas presas serão encaminhadas para a DIG/DISE
de Dracena, onde serão ouvidos e indiciados, por furto qualificado e associação
criminosa, sendo que em seguida serão encaminhados para unidades prisionais da
região de Presidente Prudente ficando a disposição da Justiça.
Além dos policiais civis da Unidades Especializadas
de Dracena, a operação Midas contou com apoio operacional de policiais civis da
C.P.J. - Central de Polícia Judiciária de Presidente Prudente/SP, da Delegacia
Especializada de Investigação de Furto e Roubo de Carga - Belo Horizonte/MG, e
da Delegacia de Polícia Especializada de Furtos e Roubos – Araxá.
O CRIME INVESTIGADO
O furto aconteceu no dia 29 de março deste ano,
quando, durante a madrugada, vários indivíduos invadiram uma relojoaria
localizada, na área central de Dracena, mediante arrombamento de uma parede e
danificação no sistema de alarme, subtraindo várias peças de ouros, como
pulseiras, anéis e correntes.
No dia 3 de abril, um homem foi preso por receptação
das joias furtadas, porém, foi liberado na audiência de custodia, sendo ele
novamente preso nesta data, posto que a Polícia Civil conseguiu comprovar que ele
integrava a associação criminosa.
Os integrantes da associação criminosa também são
suspeitos de terem furtado, no ano de 2017, uma Ótica e Relojoaria (furtando aproximadamente
R$ 60.000,00 em joias e relógios) e, ainda, no ano de 2018, um Lotérica (de
onde subtraíram R$ 30.000,00 em dinheiro e cheques), ambas situadas na cidade
de Dracena.
Ainda, vários dos integrantes já foram presos em
flagrante delito e já possuíam antecedentes por furto qualificado, notadamente
em joalherias e também já vinham sendo investigados pela Central de Polícia
Judiciária de Presidente Prudente pela prática de idêntico delito.
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| Policiais civis durante a operação |