Essa é uma pergunta importante. Em alguns casos o que parece ser uma
tentativa de suicídio pode ser um comportamento de risco sem intenção clara de
morrer, mas isso não diminui a gravidade.
Na infância o entendimento sobre a morte ainda está em construção.
Diferente dos adultos a criança nem sempre compreende que depois da morte não
podemos voltar mais para junto dos entes queridos.
Em muitos casos não se trata de um “desejo consciente de morrer” como
acontece com adultos, mas sim de uma tentativa de fugir de uma dor emocional
intensa. A criança não quer necessariamente morrer. Ela quer parar de
sofrer.
Mas o que pode levar uma criança agir dessa forma? Diversos fatores
podem estar envolvidos, e geralmente não é apenas um motivo. Pode ser uma
combinação de fatores conflituosos que acontecem no meio em que ela vive. Pode
ser sofrimento emocional que a criança não consegue expressar o que sentem,
tristeza profunda, rejeição, medo ou solidão que se acumula de forma
silenciosa. Conflitos familiares separação dos pais, brigas constantes,
sensação de abandono, mudanças bruscas na dinâmica familiar ou escolar podem
gerar insegurança emocional que geram ansiedade. Quando a criança apresenta
medo, mudança de humor, crises de agressividade ou irritação para não ir à
escola esse comportamento deve ser investigado pelos responsáveis da criança
juntamente com coordenadores da instituição em que a criança estuda. Diferente
dos adultos crianças agem mais por impulso. Um momento de angústia intensa pode
levar a um comportamento extremo sem plena compreensão das consequências. Nas
escolas o acesso a objetos perigosos, isolamento ou negligência também aumentam
o risco. Nesse caso é indicado acompanhamento de um psicólogo tanto para a
criança como também para sua família.
Quando uma criança chega a um ponto de colocar sua própria vida em
risco, isso revela uma dor que ultrapassou sua capacidade de lidar sozinha.
Cidinha Pascoaloto - Psicóloga, CRP 06/158174. Presencial e online
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