FUNDAÇÃO DRACENENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA

segunda-feira, 13 de abril de 2026

QUANDO UMA CRIANÇA PENSA EM MORRER: É REALMENTE SUICÍDIO INFANTIL?

Essa é uma pergunta importante. Em alguns casos o que parece ser uma tentativa de suicídio pode ser um comportamento de risco sem intenção clara de morrer, mas isso não diminui a gravidade.

Na infância o entendimento sobre a morte ainda está em construção. Diferente dos adultos a criança nem sempre compreende que depois da morte não podemos voltar mais para junto dos entes queridos. 

Em muitos casos não se trata de um “desejo consciente de morrer” como acontece com adultos, mas sim de uma tentativa de fugir de uma dor emocional intensa. A criança não quer necessariamente morrer. Ela quer parar de sofrer. 

Mas o que pode levar uma criança agir dessa forma? Diversos fatores podem estar envolvidos, e geralmente não é apenas um motivo. Pode ser uma combinação de fatores conflituosos que acontecem no meio em que ela vive. Pode ser sofrimento emocional que a criança não consegue expressar o que sentem, tristeza profunda, rejeição, medo ou solidão que se acumula de forma silenciosa. Conflitos familiares separação dos pais, brigas constantes, sensação de abandono, mudanças bruscas na dinâmica familiar ou escolar podem gerar insegurança emocional que geram ansiedade. Quando a criança apresenta medo, mudança de humor, crises de agressividade ou irritação para não ir à escola esse comportamento deve ser investigado pelos responsáveis da criança juntamente com coordenadores da instituição em que a criança estuda. Diferente dos adultos crianças agem mais por impulso. Um momento de angústia intensa pode levar a um comportamento extremo sem plena compreensão das consequências. Nas escolas o acesso a objetos perigosos, isolamento ou negligência também aumentam o risco. Nesse caso é indicado acompanhamento de um psicólogo tanto para a criança como também para sua família.

Quando uma criança chega a um ponto de colocar sua própria vida em risco, isso revela uma dor que ultrapassou sua capacidade de lidar sozinha.

Cidinha Pascoaloto - Psicóloga, CRP 06/158174. Presencial e online

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