Talvez você ainda não consiga se reconhecer da forma como realmente é, apenas da forma como aprendeu a ser para dar conta de tudo. Talvez ainda esteja acostumada a ocupar lugares onde precisa ser forte o tempo todo, esquecendo que existir também deveria ser um espaço de descanso.
Aos poucos, algo começa a mudar: não porque você se transforma em outra pessoa, mas porque começa a retornar para si. Reconhecer a própria voz, sustentar seus desejos e permitir-se viver para além dos papéis que um dia pareceram segurança.
Existe um momento silencioso em que a mulher deixa de apenas sustentar o mundo e passa a sustentar a si mesma.
Não é sobre grandes viradas, é sobre um reencontro honesto com aquilo que sempre esteve ali. E quando isso acontece, ela já não espera autorização, ocupa o próprio lugar com naturalidade, porque entende sua singularidade.
No meu trabalho, acompanho justamente esse movimento: ajudar a olhar para si com mais verdade, nomear o que sente e transformar presença em escolha.
Porque, às vezes, o verdadeiro começo acontece quando uma mulher aprende não só a oferecer, mas também a receber.

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