FUNDAÇÃO DRACENENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA

quarta-feira, 11 de março de 2026

INCOMPETÊNCIA ESTRATÉGICA: COMO IDENTIFICAR E COMO LIDAR

A incompetência estratégica não é apenas “preguiça” é um padrão de comportamento aprendido durante a vida desde a infância.

A pessoa com esse comportamento aparenta não saber, não conseguir ou não entender determinada tarefa como forma de evitar responsabilidade, esforço ou cobrança.  Existe um propósito consciente ou inconsciente que a pessoa aprende que “não saber” traz vantagens, menos pressão, menos tarefas ou mais cuidado dos outros.

Na Psicologia, esse padrão pode estar relacionado a mecanismos de defesa como evitação, silêncio punitivo, resistência, sabotagem e até traços de dependência emocional. Em ambientes familiares ou profissionais, pode se tornar um ciclo quanto menos a pessoa faz, mais alguém assume as responsabilidades que compete a ela. Assim o comportamento vai sendo reforçado.

Mas, como identificar a incompetência estratégica? Observando alguns sinais frequentes das pessoas a sua volta que tem dificuldade em desenvolver um determinado trabalho e tarefas específicas que exigem responsabilidades, no trabalho, em casa ou em outros ambientes. 

A pessoa costuma dizer, eu não sei fazer isso direito, acho que você consegue fazer melhor que eu, tenho medo de fazer errado. Mostra desinteresse em aprender, mesmo após orientação clara não tem interesse, não se esforça e comete erros repetidos nas mesmas atividades. 

O comportamento aparece principalmente quando há cobrança ou divisão de tarefas. É importante diferenciar de transtornos como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade ou quadros de ansiedade, onde a dificuldade   não é estratégica. 

Psicologicamente a incompetência estratégica pode estar ligada ao medo de fracassar, superproteção familiar, desejo inconsciente de manter controle pela dependência, evitação de responsabilidades.

Como lidar com pessoas assim? Para não reforçar o comportamento, evite assumir automaticamente a tarefa, estabeleça limites claros, defina responsabilidades objetivas e consequências de acordo com a responsabilidade, estimular autonomia oriente, mas não faça pela pessoa. Evite críticas que humilham, reforçar pequenas conquistas e valorizar pequenos avanços positivos.

Cidinha Pascoaloto-Psicóloga, CRP 06/158174. Presencial e online 📞 (18) 9 9725-6418

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