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sábado, 12 de maio de 2018

COLUNA DO PROFESSOR VALDIR ANDRÊO - HOMENAGEM ÀS MÃES


A bênção, mães!

Culta leitora, não menos ilustrado leitor, o calendário afetivo alerta que este domingo é o dia dedicado às mães. Por isso, esqueçamos, por algumas horas, dos desabamentos, das mazelas dos maus políticos, dos dramas que afligem pessoas no mundo inteiro e redobremos nossas orações por elas. Sem a mesma inspiração dos grandes mestres, a coluna pede a devida vênia para reverenciá-las com o poema do imortal Carlos Drummond de Andrade.

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

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