O superintendente regional da Polícia
Federal em São Paulo, delegado Roberto Troncon Filho, defendeu enfaticamente a
PEC 37, proposta de emenda à Constituição que alija o Ministério Público do
poder de investigação criminal e reafirma que tal atribuição é exclusiva das
polícias. Troncon fez pesadas críticas ao que chamou de "campanha
articulada em nível nacional por parte do Ministério Público". Segundo
ele, "essa campanha carece de fundamentos técnicos jurídicos, mas tem sido
bastante eficaz no convencimento das pessoas que não são do mundo jurídico, por
usar uma prática maniqueísta condenável".
"Apresentar-se o
Ministério Público como único representante do bem na sociedade brasileira,
apto a combater o mal da corrupção que assola o País, é discurso muito fácil,
sem comprovação fática, uma tremenda falácia", afirmou Troncon. É o mais
contundente pronunciamento da PF contra a mobilização de promotores e
procuradores para derrubar a PEC 37. Troncon comanda a maior e mais importante
superintendência da PF. Há 18 anos na carreira, o delegado já foi o segundo
nome na hierarquia da corporação, como diretor de combate ao crime organizado
em todo o País.
Ele fez as críticas em
debate na sede da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo. O evento
transformou-se em ato pela aprovação da emenda. O presidente da OAB, Marcos da
Costa, o tributarista Ives Gandra Martins e criminalistas renomados, como José
Roberto Batochio, Luiz Flávio Borges D’Urso e Guilherme Batochio, aplaudiram o
chefe da PF.
"Falo como
cidadão e como delegado de carreira da PF. Não é verdade essa afirmação de que
será um retrocesso e que vai colaborar para a impunidade não permitir o
Ministério Público investigar", alertou. O MP, prosseguiu, "tem
garantido constitucionalmente poderes para requisitar a instauração de
inquérito policial e diligências durante a investigação". Informações do
Jornal O Estado de S. Paulo. Roberto Troncon Filho já residiu e estudou em
Dracena.


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