A cela, que
tem capacidade para seis pessoas, tinha 14 detentos na ocasião. “O agente caiu
no chão e nessa hora ele não viu nada, não sabe quais e quantos detentos o
agrediram. Ele levou vários chutes e teve o dente raspado no chão”, diz o
sindicalista, que também é agente no presídio.
Após ser
agredido e pisoteado, o agente registrou um boletim de ocorrência e nesta
quinta-feira (2) passou por um exame de corpo de delito. Agora, conforme a
Polícia Civil, um inquérito deve ser instaurado para apurar o caso.
Além disso,
ainda nesta quinta-feira os agentes se organizaram para protestar quanto às más
condições de serviço na unidade. Durante o dia, os detentos não terão banho de
sol, além de serem proibidos de enviar ou receber cartas. “Só serão mantidos os
serviços básicos, como alimentação e saúde”, relata o diretor do sindicato.
Segundo ele,
as agressões têm se tornado constantes. “Isso está virando rotina. Quanto isso
acontece, o preso responsável vai para o isolamento e os ‘líderes’ [de facções
criminosas] são transferidos, mas não adianta nada”, ressalta Soares.
Para ele, o
maior problema é a superlotação. Somente em Pacaembu, a penitenciária tem
capacidade para atender 792 detentos, no entanto, possui hoje 1.704 presos. Mais informações no iFronteira.com.
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