A Polícia Civil esclareceu nesta quinta-feira o “golpe do paco” ou “golpe
do achadinho”. O fato foi registrado no inicio deste mês e teve como vítima o
operador de máquina M.B.L., de 29 anos, residente no
Bairro São Francisco. Na ocasião dos fatos a
vítima perdeu R$ 8.760,00. Os policiais de Dracena e de Três Lagoas chegaram em Ronaldo Faria de
Franca, 31 anos, auxiliar de eletrônica, morador da cidade de Colombo/PR, como autor do fato; ele foi
reconhecido fotograficamente em 100% pela vítima, como sendo a pessoa que o
abordou nas proximidades
do Posto Tigrão, na Avenida Presidente Vargas, centro, e que depois de
conversas, induzindo a vítima em erro e levando em seguida a indevida vantagem
em dinheiro de R$ 8.760,00. Casos idênticos ocorreram recentemente, também, nas cidades
sul-mato-grossenses, de Três Lagoas e Dourados; nesta última cidade, houve a
prisão em flagrante de Ronaldo em companhia de Samuel Skoki, 37 anos,
auxiliar de serviço gerais, morador de Tijuca do Sul/PR, após tentarem mais uma
vez aplicar o mesmo golpe. O comparsa não foi reconhecido no caso de Dracena. Conhecido, popularmente, no jargão policial como “golpe do paco” ou golpe do achadinho”, ele é praticado
por duas pessoas, os estelionatários ficam observando até que alguém descuidado
saque certa quantia em dinheiro em um banco ou num terminal de auto-atendimento
(caixa eletrônico). Selecionada a vítima, a seguem, um golpista vai à sua frente
e o outro logo atrás; o da frente deixar cair propositadamente “um pacote” de
dinheiro falso, visando chamar atenção da vítima, que apanha o pacote, e o
devolve ao estelionatário, que ardilosamente “perdeu”, pesando estar ajudando,
em seguida chega o outro estelionatário, e diz que também viu o acontecido.
Neste momento, o estelionatário “descuidado” se diz agradecido e oferece uma
recompensa à vítima e ao comparsa, dizendo que eles deverão comparecer a um
local (estabelecimento comercial) levando um bilhete para receber a dita
recompensa, entretanto, solicita à vítima que deixe algo de garantia (a bolsa
da vítima ou pacote do saque da vítima) até o seu retorno. A vítima entrega seu
pertence e vai buscar a suposta gratificação, ao ser incentivada pelo outro
estelionatário que também simula a entrega do seu pertence. A vítima somente percebe que foi
enganada quando descobre que o endereço do tal local não existe, nesta altura a
dupla de estelionatários, já desapareceu.
A Polícia Civil orienta e alerta a
todos que devam redobrar os cuidados, no momento de sacar quantias elevadas, e
se possível fazer o saque sempre em companhia de outra pessoa, nunca aceitar
ajuda de pessoas desconhecias e, caso verificar alguma pessoa em atitude
suspeita ligar imediatamente para fones 197 (Polícia Civil), ou 190 (Polícia
Militar). Com o reconhecimento positivo de Ronaldo Faria de Franca, as investigações prosseguirão para buscar a
identificação do outro comparsa que teria agido com ele em Dracena. Pela
prática do crime Ronaldo responderá pelo
crime de estelionato e, em caso de condenação poderá pegar de 1 a 5 anos de
prisão e multa.
O acusado Ronaldo Faria de Franca
O acusado Samuel Skoki
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