Maria Dias
Pereira foi homenageada na Câmara Municipal juntamente com outras mulheres da comunidade
na segunda-feira em alusão ao 8 de março. Maria representou a Paróquia São
Francisco de Assis e fez o pronunciamento em nome do Conselho dos Direitos da
Mulher, da qual é presidente.
Confira a fala
da representante:
Juntas pela
igualdade de oportunidade e defesa da vida
Acredito que
todas nós homenageadas hoje sabemos a importância do Dia Internacional da
Mulher.
É comemorado
mundialmente no dia 8 de março, porque nesta data em 1917 milhares de mulheres
se reuniram no protesto na Rússia que ficou conhecido como "Pão e
Paz". Nesse protesto, as mulheres reivindicaram melhores condições de
trabalho e de vida, lutaram contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, deram o
primeiro passo de coragem de se fazerem ouvir em uma sociedade com cultura
machista ONDE a mulher não tinha voz e nem vez, porém trabalhos a elas
atribuídos eram tão importantes como os dos homens.
A comemoração do
Dia Internacional da Mulher frisa a importância da mulher na sociedade e a história
da luta pelos seus direitos e aqui coloco pela luta do “gênero mulher”.
Costumam confundir
o “Feminismo” movimento que combate a desigualdade de direitos entre mulheres e
homens como antagonismo de “Machismo” e ressalto que isso deva ser esclarecido
porque o feminismo trata somente sobre combate a desigualdade de tratamento não
de superioridade, feminina sob a masculina, mas igualdade de oportunidades.
Hoje, aqui temos
muitas mulheres da qual eu estendo através da comunidade que represento a
Matriz São Francisco de Assis. Felicitações, bênçãos e muitas graças, pois fui
escolhida assim como vocês, para representar as mulheres que trabalham em prol de um mundo melhor em cada segmento aqui escolhido.
Parabéns a todas!
Neste mês
destinado às mulheres, venho aqui prestar minha homenagem como presidente do
Conselho dos Direitos da Mulher de Dracena às mulheres vitimas de violência
doméstica que silenciosamente lutam pela sobrevivência e por muitas vezes sobrevivem
a relacionamentos abusivos e violentos por conta de seus filhos, tema que será
mais esgotado esse mês por vários segmentos da sociedade.
O assunto se
tornou tão sério que o Conselho Nacional de Justiça estabeleceu desde março de
2015, a Semana de Justiça pela Paz em Casa com três edições de esforços
concentrados por ano para trabalharmos o tema na sociedade.
As semanas
ocorrem em março – marcando o dia das mulheres
Em agosto – por
ocasião do aniversário de sanção da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006) –
E em novembro –
quando a ONU estabeleceu o dia 25 como o Dia Internacional para a Eliminação da
Violência contra a Mulher.
O programa
também promove ações interdisciplinares organizadas que objetivam dar
visibilidade ao assunto e sensibilizar a sociedade para a realidade violenta que
as mulheres brasileiras enfrentam. E nós em nossos segmentos devemos escutar e
estar atentas às novas políticas públicas com relação à violência contra mulher
assim como as primeiras mulheres russas citadas, pois o Brasil tem a terceira
melhor lei do mundo de proteção às mulheres e é o quinto pais que mais mata
suas mulheres num ranking mundial, não tem algo errado?
Segundo o Anuário
Brasileiro de Segurança Pública, ao menos uma pessoa ligou, por minuto, em
2021, para o 180 ou 190 denunciando agressões decorrente da violência doméstica
contra meninas e mulheres.
O número de
vítimas de feminicídio - assassinato de mulheres cometido em razão do gênero -
caiu 2021. A análise tem como base informações das Secretarias Estaduais de
Segurança Pública.
Em 2021, 1.341 morreram
por serem mulheres, enquanto em 2020 o número de vítimas foi 1.354.
"Mesmo com
a variação, os números ainda assustam: nos últimos dois anos, 2.695 mulheres
foram mortas pela condição de serem mulheres", aponta analise do Fórum.
Em nossa cidade,
não foi diferente, pois tivemos duas mulheres mortas por feminicídio e os dados
apontam para um aumento da violência em 2022 e 2023 e temos uma mulher morta
por dia no Brasil é assustador.
O tema tem que
ser discutido na sociedade, pois só com a divulgação e discussão dos assuntos,
trazendo também as entidades, igrejas, associações para abordagem do tema
chegaremos à mudança de cultura.
Quem já não
ouviu dizer a frase: ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’?
Agora ouviu a
briga disk 180.
Mulher que
apanha gosta de apanhar, agora disk 180.
Um tapinha não
doi, agora disk 180.
Com pequenos
gestos poderemos evitar feminicídio porque é uma questão cultural e estrutural,
entre outros e merecem e precisam da nossa atenção.
É um tema muito
grave e conclamo vocês representantes de entidades que levem esse tema para
reuniões de suas entidades e coloquem em discussão nesse mês das mulheres não
só no Dia da Mulher, aniversário da Lei Maria da Penha e no dia que a ONU
destinou como Dia Mundial dos Direitos da Mulher, mas coloquem em pauta quando
puderem. Muitas ganham flores, mas muitas apanham e foram assassinadas.
Deus ilumine
vocês porque não será fácil, mas só o trabalho em rede junta com a Defensoria
Pública, a Delegacia da Mulher, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, o
Poder Judiciário, CNJ e com toda sociedade se poderá minimizar ou evitar a dor
de muitas famílias.
Meu muito
obrigada a todos e todas.
JUNTAS PELA
IGUALDADE DE OPORTUNIDADE E DEFESA DA VIDA!
FELIZ DIA DAS
MULHERES!
 |
| Maria Dias foi uma das homenageadas |