Presídios subordinados à Secretaria de Estado da Administração
Penitenciária inscreveram 13.698 reeducandos na 16ª Olimpíada Brasileira de
Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A maior competição científica do país
passou por mudanças em razão da pandemia de Covid-19 e a edição, que seria
realizada em 2020, foi transferida para este ano. Somente nos presídios subordinados à
Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste, que abrange as regiões de
Presidente Prudente, Araçatuba e São José do Rio Preto foram 3.401 inscritos.
Diferentemente dos torneios anteriores, as provas da
primeira fase serão disponibilizadas na página restrita das unidades prisionais
no site da Obmep. As avaliações poderão ser feitas de 30 de junho a 3 de agosto
e serão aplicadas em salas de aulas instaladas nos presídios, respeitando todos
os protocolos de prevenção do novo coronavírus.
Os exames são divididos por grau de escolaridade:
Nível 1 (6º e 7º anos do Ensino Fundamental), Nível 2 (8º e 9º anos) e Nível 3
(Ensino Médio) e Estudantes Extras (conforme item 2.1.5.5 do regulamento
http://www.obmep.org.br/regulamento.htm). A primeira fase é composta por uma
prova de múltipla-escolha de 20 questões.
No dia 9 de setembro, a organização divulgará os
classificados para a segunda fase, prevista para ocorrer no dia 6 de novembro,
cuja avaliação será discursiva, com seis questões.
PREPARAR
Com o objetivo de preparar as pessoas privadas de
liberdade para o retorno à vida em sociedade, a SAP e a Secretaria da Educação
do Estado de São Paulo (Seduc-SP) vêm estimulando, cada vez mais, os
reeducandos a participarem da Olímpiada de Matemática.
Realizada pelo Instituto Nacional de Matéria Pura e
Aplicada (IMPA), a Obmep é uma realidade no sistema prisional paulista desde
2012, quando passou a ser aplicada nas unidades penais do estado.
Presos que não possuem formação escolar podem
concluir os estudos enquanto cumprem pena, por meio de escolas vinculadoras
instaladas dentro dos presídios, que oferecem formação dos ensinos Fundamental
e Médio. Os reclusos também participam de cursos de línguas,
profissionalizantes e do Ensino Superior.
HISTÓRICO
Serão distribuídas aos participantes 575 medalhas de
ouro, 1.725 de prata e 5.175 de bronze, além de 51.900 menções honrosas. A SAP,
inclusive, tem histórico positivo na Obmep.
Na edição de 2017, um presidiário colombiano, que
cumpria pena na Penitenciária “Cabo PM Marcelo Pires da Silva” de Itaí, Interior
de São Paulo, faturou a medalha de ouro. Ele foi o primeiro preso na história
da Obmep a levar o prêmio máximo na competição nacional.
Na Penitenciária “ASP Adriano Aparecido de Pieri” de
Dracena são 105 detentos, participando (35 em cada nível).