O Ministério da Saúde informou que vai incluir na rede pública de saúde um teste
de diagnóstico do vírus HIV por meio de fluidos orais (retirados da gengiva e
da mucosa da bochecha). Trata-se de um outro tipo de teste de diagnóstico
rápido - o resultado sai em 30 minutos - e funciona como uma forma de triagem,
precisando de uma confirmação posterior com outros testes de HIV. O novo teste
se soma ao que já é oferecido na rede pública e depende de um furo no
dedo. Outra diferença do teste por fluidos orais é que ele dispensa a
presença de um profissional de saúde no momento do teste. A partir de março, o
novo teste será usado por 40 ONGs capacitadas pelo Ministério da Saúde, com
foco nas populações mais vulneráveis ao HIV: gays, profissionais do sexo,
usuários de droga, moradores de rua, presos, travestis e transexuais. Segundo
explica Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério, a nova
tecnologia é um autoexame, semelhante a um teste rápido de gravidez, que vai
ser usado pelas ONGs que já desenvolvem um trabalho com o público-alvo. As
primeiras testagens também serão acompanhadas pelo ministério, diz.
A previsão da Saúde é que, a partir do segundo semestre, o teste por fluido
oral desenvolvido pela Fiocruz seja ofertado pelas farmácias da rede pública e
a quem quiser. Farmácia privadas poderão comercializar testes semelhantes. Informação da Folhapress.