FUNDAÇÃO DRACENENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA

quinta-feira, 9 de julho de 2026

COLUNA DO PROFESSOR VALDIR ANDRÊO - 9 DE JULHO

Ninguém é santo

Nos últimos dias, ganhou extraordinária repercussão a manobra dos dirigentes norte-americanos para postergar decisão do tribunal esportivo da Fifa e possibilitar a escalação de atleta, punido pelo cartão vermelho, em jogo decisivo do mundial de futebol. Vitoriosa nos bastidores, a medida não vingou no gramado e os EUA acabaram perdendo.

Desde o século passado 

O Brasil também já utilizou expediente condenável, no mundial de 1962, disputado no Chile. Numa das semifinais, derrotou o Chile por 4 a 2 e teve o ponteiro Garrincha expulso. Em consequência, não poderia utilizar o atleta, na final contra a Checoslováquia. Mas a proibição dependeria do testemunho do bandeirinha uruguaio Estebam Marino que trabalhava na partida e acompanhou o lance da expulsão. 

Através do companheiro 

Sabedores de que Marino era amigo de João Etzel, outro apitador que dirigia jogos do Paulistão, a então Confederação Brasileira de Desportos o incumbiu de mandá-lo ao Chile e pressionar o árbitro uruguaio. Evidente que Etzel levou uma mala de dinheiro e instruiu Marino para que sumisse e não comparecesse ao julgamento. Sem o testemunho, Garrincha foi absolvido, o Brasil ganhou dos checos e tornou-se bicampeão. 

Personagens conhecidos 

Na época, repórter de campo da rádio Auri-Verde, acompanhei vários compromissos do Noroeste de Bauru, pelo campeonato paulista. Os dois conduziam jogos do time. Etzel tinha desempenhos criticados e se comentava que participava de ´esquemas´. Já Marino era elogiado pela seriedade e firmeza nas atitudes. 

                                     Professor Valdir Andrêo

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