PAULO NAKAGAWA
Faleceu um dos mais antigos empresários de Dracena, o senhor Paulo Ryo Nakagawa (95 anos), que a partir de 1959, juntamente com Masao Aoki, criou a empresa que representa a Mercedes-Benz na Cidade Milagre e em outras regiões. Paulo perdeu o filho Sérgio Nakagawa em novembro do ano passado. Sérgio foi diretor da Aoki.
HISTÓRIA DO GRUPO
A professora Izaura Sampaio contou no livro “Nós
fizemos Dracena”, em 1989, o surgimento do Grupo Aoki – Mercedes-Benz, tendo
como primeiros sócios Masao Aoki, Olímpio Mura e Paulo Nakagawa. A empresa foi constituída
em 1959, aproveitando o desenvolvimento da indústria automobilística no país.
Paulo Nakagawa era caminhoneiro e possuía conhecimento na parte mecânica de
caminhões e dirigiu a seção de autopeças da Aoki, que funcionava no centro de
Dracena e na década de 1980 se transferiu para o Distrito Industrial. Com o
passar do tempo a família Nakagawa assumiu o comando da empresa Aoki. Paulo
deixa a esposa e filhos, além de netos.
RECINTO LIMITADO
Dracena não possui um recinto apropriado para grandes
eventos. O atual espaço no Bairro Metrópole foi liberado para 8.641 pessoas
(público máximo), conforme placa afixada no portão principal. Nem tem como
planejar a vinda de artistas de renome nacional, que certamente arrastariam
mais de 20 mil pessoas. A programação de shows deste ano não provocou a lotação
do recinto, nem mesmo com esse limite considerado baixo.
AGRONEGÓCIO DE FORA
Neste ano, nenhuma atividade ligada ao agronegócio
participou da festa em Dracena. A ausência de exposição frustrou pessoas que
estiveram no recinto em busca de mostra de animais e mesmo de tratores e outros
equipamentos. O antigo espaço que recebia os maquinários só contou com
banheiros químicos na edição da festa encerrada no domingo. Foi registrado um
dos menores públicos no domingo em relação aos últimos anos.
CORAGEM E DINHEIRO
Os voos panorâmicos com helicóptero que veio de Paraguaçu Paulista, agitaram a Cidade Milagre entre sexta-feira e domingo, tendo como base o antigo CSU. Várias pessoas declararam que não tiveram coragem de encarar o desafio. Cada voo durou exatos três minutos ao custo de R$ 135,00 por pessoa. Outros criticaram o preço, sem saber que um helicóptero custa mais de R$ 2 milhões e precisa passar por revisões caríssimas.
AUTORIDADES NÃO COMPARECEM
Diversas autoridades priorizaram a feira no recinto de
exposições, não dando atenção a outros eventos que ocorreram na cidade
simultaneamente. Não apareceu ninguém do Executivo e Legislativo na posse do
Lions Cinquentenário no sábado e na prova Avenida Fest Run no domingo. Veio
atleta de cidades bem longe de Dracena, porém mandatários que estavam no
município não apareceram pelo menos para agradecer a vinda de evento tão
destacado.
CLÁUDIO JOSÉ PASQUALETO

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