FUNDAÇÃO DRACENENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA

quinta-feira, 21 de maio de 2026

O IMPACTO DA MORTE ABRUPTA: DA DESORGANIZAÇÃO MENTAL À ACEITAÇÃO



O luto por uma morte abrupta é uma das experiências emocionais mais desorganizadoras e assustadoras para o ser humano. Quando uma pessoa querida morre de forma inesperada, não morre apenas um indivíduo: morrem também projetos, planos, sonhos compartilhados, conversas não terminadas e partes da identidade de quem fica.


Outro aspecto importante é o rompimento dos sonhos. O cérebro humano vive projetando o futuro. Criamos mapas emocionais sobre o amanhã: viagens, o envelhecer juntos, conquistas e rotinas simples do cotidiano. Quando a morte abrupta acontece, esses mapas são destruídos. Isso gera um vazio existencial profundo, porque a mente perde suas referências de continuidade.


Fecha-se, assim, o ciclo da convivência e abre-se o ciclo da continuidade da vida. O luto é uma reação natural diante da ausência. Ele surge como uma resposta emocional à perda de uma pessoa amada, e não há uma forma “correta” de senti-lo. Cada indivíduo vive esse processo de modo único, de acordo com sua história, seus vínculos, suas crenças e os investimentos afetivos feitos durante a convivência.


Na Psicologia, compreendemos que o luto não tem prazo nem roteiro exato. Algumas pessoas choram muito; outras silenciam. Algumas adoecem fisicamente; outras mergulham no trabalho. Cada cérebro e cada coração respondem de maneira única à perda. Existem fases no luto, como a negação, a tristeza e a raiva, até que com o tempo, ocorra a aceitação.


O cérebro também possui neuroplasticidade, ou seja, a capacidade de se reorganizar diante da dor. Com o tempo, ele começa, lentamente, a construir novas formas de existir, sem apagar a memória de quem partiu. Superar não significa esquecer.

Apesar disso, a morte ainda é um dos maiores tabus da sociedade. Falar sobre ela causa desconforto, silêncio e medo. No entanto, o impacto emocional de uma perda pode se tornar ainda mais doloroso se o assunto for evitado dentro das famílias. Embora o silêncio seja a resposta comum ao sofrimento em muitos lares, falar abertamente sobre o ente querido é fundamental para o processo de cura. 

Cidinha Pascoaloto - Psicóloga, CRP 06/158174. Presencial e online 

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