Carl Jung passou a vida estudando como a humanidade cria símbolos para expressar o que está escondido no inconsciente.
Michael Jackson não foi apenas um cantor; ele foi um canal vivo para esses símbolos. Ele transformou suas dores, medos e fantasias em uma ópera visual que o mundo inteiro consumiu.
O problema de construir uma Persona tão monumental é que o palco é pequeno demais para carregar a complexidade de um ser humano real. Quando a luz dos holofotes é excessiva, a sombra projetada também é gigante. E a sociedade, que adora criar heróis, raramente perdoa quando descobre que eles erram e sentem solidão.
Olhar para a trajetória de Michael é fazer um exercício junguiano de introspecção sobre os nossos próprios vazios.
Que tipo de expectativas andamos projetando nas pessoas que admiramos?
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