A criança come sozinha.
Dorme sozinha.Anda.
Fala.
Se torna “independente”.
E então, alguém diz:
“Foi a escola.”
“Foi a creche.”
“Foi a rotina.”
Quase nunca dizem: foi a mãe.
Mas existe um trabalho que ninguém vê.
Silencioso. Repetitivo. Exaustivo.
Feito nos bastidores da vida.
É o olhar atento.
É o colo na hora certa.
É o limite sustentado mesmo no cansaço.
É a presença que não aparece, mas estrutura.
Na psicanálise, Donald Winnicott chamou isso de “mãe suficientemente boa”.
Não é sobre perfeição.
É sobre consistência, vínculo e sustentação emocional.
A autonomia de uma criança não nasce do nada.
Ela é construída, dia após dia, em um ambiente onde alguém esteve ali… de verdade.
Talvez o mundo não veja.
Mas o psiquismo da criança sente, registra e se forma a partir disso.
E isso… muda tudo.
⚠️ Este conteúdo e os demais não substituem uma psicoterapia ou análise pessoal!


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