O caso do cachorro Orelha
traz questões importantes sobre a educação parental e suas consequências na
vida dos adolescentes. A forma como os pais educam seus filhos pode influenciar
no seu comportamento, decisões e a maneira como lidam com situações difíceis.
Diversos estudos na Psicologia apontam que a violência contra animais pode estar associada a dificuldades no desenvolvimento emocional e falhas no aprendizado da empatia que é desenvolvida diariamente em um processo contínuo. Em alguns casos podem reproduzir padrões de violência vividos no ambiente familiar ou social.
Crianças e adolescentes aprendem observando.
Quando
crescem em contextos em que a dor do outro é ignorada, tanto de pessoas ou de
animais, podem aprender que o sofrimento alheio não importa.
A educação emocional deve começar cedo, ensinando a criança a reconhecer sentimentos, compreender consequências e desenvolver responsabilidade por seus atos. Animais são seres capazes de sentir dor, medo e prazer. Eles também não são brinquedos. O respeito a eles é uma das primeiras formas concretas de ensinar valores éticos.
Não basta dizer “não pode machucar”; é preciso explicar o porquê, dialogar, dar exemplo e permitir que a criança desenvolva senso de cuidado. A superproteção excessiva, também pode ser prejudicial, pois impede o desenvolvimento da responsabilidade e da autonomia moral.
Educar é
equilibrar limites claros com afeto e orientação. Também tem pais permissivos,
na permissividade não impões limites com medo de perder o amor do filho. Alguns
pais cedem as birras para não contrariar e frustrar o filho e não conseguem
dizer não, e os filhos tornam-se fracos e rebeldes.
Atos de crueldade contra
animais nesse período não devem ser aceito como “brincadeira” ou “fase”. Eles
exigem orientações e quando necessário, acompanhamento psicológico, para que o
jovem compreenda o impacto de seus comportamentos e desenvolva consciência
ética.
Crianças que
aprendem a cuidar de animais desenvolvem sensibilidade emocional, convivência social
capacidade de reconhecer limites. Quando ensinamos uma criança a respeitar um
animal, estamos ensinando a respeitar a vida.
Cidinha Pascoaloto – Psicóloga (CRP 06/158174)
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