Dizem para você ser produtivo.
Trabalhar enquanto os outros dormem.Estudar enquanto os outros descansam.
E talvez você seja justamente do tipo de pessoa que se incomoda quando para.
Que descansa, mas não descansa.
Que olha o outro trabalhando e sente culpa por estar quieto.
Como se o valor estivesse sempre no fazer.
Como se parar fosse sinônimo de fracasso, preguiça ou perda de tempo.
O excesso de “coisas” pode funcionar como defesa.
Agenda cheia, mente ocupada, corpo exausto, tudo para não ouvir o que emerge no silêncio.
Na psicanálise, isso se aproxima da racionalização: pensar, organizar e produzir para não sentir.
Mas existir não é cumprir tarefas.
E viver não é responder às exigências o tempo todo.
Talvez o que mais assuste não seja o cansaço,
mas o que aparece quando você para.
E sim, não fazer nada quando é possível, não é desistir da vida.
É, muitas vezes, finalmente encontrá-la.
No fim, produzir não é sinônimo de viver.
Existir no automático não é o mesmo que habitar a própria experiência.
⚠️ Este conteúdo e os demais não substituem uma psicoterapia ou análise pessoal!
Ariane Ramos Psicóloga - CRP 06/151053
Psicoterapia de Orientação Psicanalítica
Atendimento Online e Presencial - Adolescentes e Adultos. Orientação para pais.

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