A chamada síndrome do vira-lata é uma expressão popular usada especialmente no Brasil. É um sentimento persistente de inferioridade principalmente quando a pessoa se compara a outros, a grupos sociais ou a modelos idealizados como um “corpo perfeito” ou um casamento de conto de fadas.
Na
psicologia, esse fenômeno se relaciona à baixa autoestima, à internalização de
críticas e à construção de uma identidade fragilizada. O sentimento de
inferioridade não é uma doença nem um transtorno mental, é uma característica
da personalidade que podem prejudicar o indivíduo.
Essa sensação é aprendida. Ela pode ser fruto
de contextos sociais marcados por desvalorização, exclusão, desigualdade ou
discursos que reforçam a ideia de que “o outro é sempre melhor”. Com o tempo, a
pessoa passa a duvidar de suas capacidades, minimiza suas conquistas e sente
dificuldade em reconhecer seu próprio valor.
Do ponto de vista psicológico, viver sob essa
lógica gera sofrimento silencioso. A pessoa evita se expor, teme errar, sente
vergonha de ser quem é e pode desenvolver ansiedade, tristeza constante ou
sentimentos de inadequação. É como viver sempre pedindo permissão para existir.
Superar a síndrome do vira-lata exige um
movimento interno de reconhecimento do complexo de inferioridade, é preciso
alterar padrões negativos de pensamentos e hábitos como o da autopunição e da
comparação.
Envolve questionar crenças
limitantes, ressignificar a própria história e compreender que valor não se
mede por comparação. O processo terapêutico pode ajudar a reconstruir a
autoestima, fortalecer a identidade e promover uma relação mais gentil consigo mesmo.
A síndrome de vira-lata também está relacionada com a valorização de tudo que acontece em outros país fora do Brasil. Ela nasce no campo emocional do indivíduo, na forma como ele se percebe, se sente e atribui valor a si mesmo e à própria cultura. Embora tenha raízes internas, ela costuma ser alimentada por comparações constantes e idealizadas com outros países, vistas como sempre superiores.
Cidinha Pascoaloto – Psicóloga (CRP 06/158174)
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