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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

SÍNDROME DO VIRA-LATA E O PSICOLÓGICO: QUANDO A DESVALORIZAÇÃO VEM DE DENTRO

A chamada síndrome do vira-lata é uma expressão popular usada especialmente no Brasil. É um sentimento persistente de inferioridade principalmente quando a pessoa se compara a outros, a grupos sociais ou a modelos idealizados como um “corpo perfeito” ou um casamento de conto de fadas.

 Na psicologia, esse fenômeno se relaciona à baixa autoestima, à internalização de críticas e à construção de uma identidade fragilizada. O sentimento de inferioridade não é uma doença nem um transtorno mental, é uma característica da personalidade que podem prejudicar o indivíduo. 

Essa sensação é aprendida. Ela pode ser fruto de contextos sociais marcados por desvalorização, exclusão, desigualdade ou discursos que reforçam a ideia de que “o outro é sempre melhor”. Com o tempo, a pessoa passa a duvidar de suas capacidades, minimiza suas conquistas e sente dificuldade em reconhecer seu próprio valor.

Do ponto de vista psicológico, viver sob essa lógica gera sofrimento silencioso. A pessoa evita se expor, teme errar, sente vergonha de ser quem é e pode desenvolver ansiedade, tristeza constante ou sentimentos de inadequação. É como viver sempre pedindo permissão para existir.

Superar a síndrome do vira-lata exige um movimento interno de reconhecimento do complexo de inferioridade, é preciso alterar padrões negativos de pensamentos e hábitos como o da autopunição e da comparação.

Envolve questionar crenças limitantes, ressignificar a própria história e compreender que valor não se mede por comparação. O processo terapêutico pode ajudar a reconstruir a autoestima, fortalecer a identidade e promover uma relação mais gentil consigo mesmo.

 A síndrome de vira-lata também está relacionada com a valorização de tudo que acontece em outros país fora do Brasil. Ela nasce no campo emocional do indivíduo, na forma como ele se percebe, se sente e atribui valor a si mesmo e à própria cultura. Embora tenha raízes internas, ela costuma ser alimentada por comparações constantes e idealizadas com outros países, vistas como sempre superiores.

Cidinha Pascoaloto – Psicóloga (CRP 06/158174) 

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