A Nova Alta Paulista celebra um marco histórico: o Café Arábica cultivado na região conquistou a 143ª Indicação Geográfica (IG) brasileira. O reconhecimento foi concedido na espécie Indicação de Procedência, que valoriza a tradição produtiva e o reconhecimento público de que o café da região possui uma qualidade diferenciada.
A decisão foi concedida nesta terça-feira (7) pelo
Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e abrange o Café Arábica
produzido em 23 municípios da Nova Alta Paulista: Adamantina, Arco-Íris,
Dracena, Flórida Paulista, Herculândia, Iacri, Inúbia Paulista, Irapuru,
Junqueirópolis, Lucélia, Mariápolis, Monte Castelo, Nova Guataporanga, Osvaldo
Cruz, Ouro Verde, Pacaembu, Parapuã, Rinópolis, Sagres, Salmourão, São João do
Pau d’Alho, Tupã e Tupi Paulista.
O pedido foi depositado em 2023 pela Associação dos
Produtores Rurais de Pacaembu e Região (APRUP), com o fomento do Sebrae-SP que
atuou junto aos produtores desde 2019. Entre as diversas etapas, foram
realizados o diagnóstico que avalia se a região realmente pode pleitear a IG, o
dossiê de notoriedade da região e o caderno de especificações técnicas, que
reúne as boas práticas que os produtores deverão seguir para utilizar o selo.
Segundo o gerente regional do Sebrae-SP, José Carlos
Cavalcante, a conquista do IG é um feito valioso para a região e um
reconhecimento a todos os produtores que se dedicaram para essa realização. “O
Café Arábica da Nova Alta Paulista se diferencia pela qualidade e tradição, e a
Indicação Geográfica surge como fator decisivo para garantir essa diferenciação
do produto produzido na região. Além de agregar valor ao produto, contribui
para o fortalecimento e o desenvolvimento da economia regional, protege a área
produtora, promove novas oportunidades de mercado e amplia o renome dos
produtores”, afirma o gerente.
O dirigente da APRUP, Waldir Visioli, que também é
cafeicultor, afirma que a conquista é um grande marco para os produtores da
região. “Com muita alegria recebemos a notícia da aprovação da Indicação
Geográfica do Café Arábica da Nova Alta Paulista. Vai fazer uma grande
diferença, nos colocando no hall das regiões que produzem cafés especiais. Isso
já provamos por meio dos vários concursos que realizamos. Este ano foi a 7ª edição,
em Pacaembu, e tivemos 59 amostras, das quais 26 apresentaram pontuação acima
de 80. Isso comprova que o nosso cafeicultor está evoluindo, cuidando
melhor de suas lavouras, colheitas, safras, e produzindo cafés
especiais.”
Além disso, segundo o dirigente, a conquista impacta não só o setor, como também outras atividades econômicas como o turismo e o comércio. “Por consequência da Indicação Geográfica, as outras atividades econômicas da nossa região também serão beneficiadas. Toda a cadeia produtiva do café também sentirá a importância do selo. Certamente, o cafeicultor passará a investir mais em sua atividade e em sua propriedade, por meio de máquinas, implementos e sistemas, além de mudanças de conceito sobre como produzir café”, conclui Waldir.

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