O dracenense Gustavo Fávero Lopes, que faz Mestrado em Geografia na Unesp de Presidente Prudente, participou do livro “A Relação Sociedade e Natureza em Debate” – teoria e práxis na recuperação de áreas degradadas, dos autores João Osvaldo Rodrigues Nunes, Jéssica de Sousa Baldassarini e Alessandro Donaire de Santana.
Gustavo Fávero foi responsável pelo
capítulo “Erosão e transformações em corpos hídricos de Dracena: Uma análise
exploratória”, com as colaborações de Marco Antonio Saraiva da Silva e do próprio João Osvaldo Nunes.
Entre as páginas 75 e 98, a pesquisa
enfoca as características de solo de Dracena e a evolução do município a partir
de sua fundação em 1945, êxodo rural e o lançamento de novos loteamentos.
Informa, ainda, a poluição hídrica proveniente tanto de esgotos quanto de
poluentes de origem fóssil, com os resíduos da combustão automotiva.
Esse cenário de degradação ambiental,
impulsionado pela expansão urbana, é evidenciado nos dois corpos hídricos que
foram analisados: o Ribeirão das Marrecas e o Córrego das Palmeiras. O primeiro
foi ocupado desde a fundação do município, enquanto a ocupação do segundo
ocorreu mais recentemente, motivada pela valorização das terras ao redor,
impulsionada por investimentos públicos e privados. Vale destacar que ambos os
cursos hídricos deságuam no Rio Aguapeí, afluente do Rio Paraná.
O trabalho demonstrou como o
desenvolvimento urbano do município de Dracena ocasionou diversas modificações
no relevo, com o intuito de atender às necessidades humanas. Um dos principais
problemas, tanto no passado quanto no presente, refere-se a erosões,
alagamentos, enchentes e inundações, que resultam da falta ou ineficiência da
drenagem da rede de águas pluviais, bem como das canalizações inadequadas dos
córregos. Vale ressaltar que, embora o abastecimento público de água da cidade
não dependa da coleta de água de rios, mas sim de poços artesianos, a
preservação dos córregos e de outros afluentes é de extrema importância.
Isso porque esses corpos d’água deságuam no Rio Aguapeí, que, por sua vez, é afluente do Rio Paraná. Por fim, é fundamental destacar que o desenvolvimento do município de Dracena deve ser realizado de forma ordenada, em consonância com a preservação ambiental. Apenas dessa maneira será possível evitar o agravamento dos problemas ambientais mencionados, bem como a produção de terrenos tecnogênicos, cujos impactos podem ser irreversíveis para o ecossistema local.
Nas referências da pesquisa foram citadas divulgações do Bastidores da Notícia.


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