O perfil dedicado e inovador de José Carlos Barbosa, o Zeca, chegou à China. Conhecido por ir além de trabalhos rotineiros com os atletas desde a época do futsal, o preparador físico de Dracena está encarando um desafio daqueles.
As dificuldades iniciais de adaptação não atrapalham os planos do profissional, que quer crescer juntamente com o seu novo clube.
Zeca começou a trabalhar no Oeste Paulista, no Dracena Futsal. Na região, representou também o Osvaldo Cruz. Depois de passar por Mirassol, Caldense (MG) e Cascavel (PR), o profissional de 38 anos aceitou a proposta do Shijiazhuang Gongfu. A cidade do time da League One – segunda divisão do futebol chinês – fica na província de Hebei e a cerca de 300 km da capital Pequim.
As conversas entre as duas partes eram antigas, até que os chineses fizeram uma "proposta bacana", como explicou o dracenense. Ele está há três semanas no clube e ficará, a princípio, até novembro, quando deve ter novas reuniões para tratar da sequência.
“O clube está para inaugurar um novo centro de treinamento, bem maior que o atual, e se eu continuar aqui, a gente vai montar todo um departamento de fisiologia, controle de carga, de perfomance. Essa é a intenção”, comentou o dracenense.
Para melhorar a comunicação com o elenco do Shijiazhuang Gongfu, ele disse que está se esforçando para aprender o mandarim. A língua predomina no grupo. Somente alguns dirigentes falam inglês. Um intérprete acompanha o dracenense o tempo todo durante os treinos.
O profissional do Oeste Paulista é o único
estrangeiro na comissão técnica. No elenco, as regras locais permitem a
utilização de três jogadores de outras nacionalidades. A equipe de Zeca optou
por três sul-americanos, entre eles o zagueiro brasileiro Dankler, revelado
pelo Vitória, com passagem pelo Botafogo e, mais recente, pelo Vila Nova (GO).
“A maior dificuldade é esse choque cultural imediato. Quando você se prepara, tem um tempo, é menos impactante, mas, no futebol, é tudo muito rápido. Essa adaptação está sendo um pouco difícil, porém, nada que ninguém consiga. É bem a questão do cara se adaptar, querer, respeitar a cultura. Acho que acima de tudo é respeitar a cultura do país onde você está”, finalizou.

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