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domingo, 24 de agosto de 2025

“APANHEI E NÃO MORRI”: AS MARCAS INVISÍVEIS DA VIOLÊNCIA NA INFÂNCIA

O que acham quando dizem que apanharam e não morreram? 

Muitas pessoas dizem essa frase para justificar a violência na educação dos filhos, mas do ponto de vista psicológico e social é uma questão muito mais profunda do que se pensa. Os estudos em psicologia mostram que bater não ensina respeito, não educa, mas desenvolve medos na criança.  Apanhar pode ser uma experiência traumática e piora o comportamento.

Quando alguém diz que “apanhou e não morreu”, está aceitando a agressão de forma inofensiva. E o medo de apanhar pode gerar inseguranças, baixa autoestima, traumas, dificuldades de relacionamentos ao longo da vida e até se tornar crônico.

Sobreviver não significa ficar bem. Quando o adulto lembra que apanhou ele está lembrando sobre as marcas do passado que ficaram na mente e muitas vezes no corpo.

Essas lembranças são de humilhações e de crueldades. Pais que tiveram a experiência de apanhar na infância podem ter o mesmo comportamento de bater nos filhos. Crianças educadas com violências tem mais possibilidades de serem agressivas ou se tornarem submissas.

Problemas de saúde mental podem surgir em uma criança que sofreu violência física na infância e na adolescência, como transtornos depressivos, alucinações, alterações de memória, comportamentos violentos e até tentativas de suicídio.

O indivíduo que diz a frase “apanhei e não morri “esconde sofrimentos silenciados e não cresceu emocionalmente saudável apenas sobreviveu. A criança que apanha se sente desvalorizada, e por medo de apanhar ela mente, engana e confunde a educação dos pais. 

Crianças e adolescentes têm direito de serem compreendidos e não podem ser expostos à violência, crueldade e opressão.

Você apanhou e não morreu fisicamente, mas ficou violento com seus companheiros e com seus filhos porque se tornou uma pessoa amarga, negativa e angustiada.

"Você apanhou e não morreu. Mas será que ficou bem? Violência não é educação. É crime."

Cidinha Pascoaloto - Psicóloga, CRP 06/158174. Presencial e online, WhatsApp 9 9725-6418

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