Em 18 de julho de 1975 (quinta-feira) ocorreu a geada mais intensa de todos os tempos, que provocou a destruição de milhões de pés de café no Centro-Sul do país, atingindo fortemente a economia também de Dracena e região. Foi a chamada geada negra, com temperaturas abaixo de zero.
No Paraná, milhares de pessoas abandonaram as cidades e iniciaram novas
culturas no Mato Grosso. A economia da Nova Alta Paulista ficou fragilizada e
muitas famílias partiram para outros centros, incluindo a região de Campinas.
O café nunca mais se recuperou plenamente em diversas cidades. O
problema afetou a economia nacional e teve destaque em grandes jornais do país.
ABAIXO DE ZERO
Naquela madrugada, a temperatura ficou abaixo de zero. Houve registro até de
sete graus negativos em cidades brasileiras. O vento forte soprou trazendo a grande massa
de ar gelado que veio da Antártida. Em alguns municípios choveu. Os cafezais pareciam
ser queimados por fogo, o mesmo ocorreu com as bananeiras e laranjeiras. Faltou
comida para o gado nos pastos, pois as pastagens também sofreram com a geada.
Fora de casa, águas congelaram nas bacias parecendo cenário siberiano. Em
Curitiba chegou a cair neve.





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