Vivemos em
tempos que basta um clique e as informações
fluem em uma velocidade rápida e assustadora nas redes sociais. E se tornam
tribunais públicos onde os julgamentos cruéis acontecem sem ponderação, sem
saber a verdade com humilhações e ódio coletivo gratuito.
O julgamento desajuizado é uma prática cruel silenciosa e devastadora. As redes sociais se tornaram palcos de debates e compartilhamentos precipitados. Esse comportamento tem gerado um ambiente tóxico e prejudicial, especialmente quando se trata de questões difíceis e sensíveis.
O impulso de raiva está dominando o
senso crítico onde os comentários se tornam linchamentos perigosos e desumanos.
Errar, ser
mal interpretado, passar por situações delicadas, tudo isso faz parte da
experiência humana. Mas nas redes não há espaço para erro, para explicação ou
para arrependimento. Nas redes sociais as
pessoas são condenadas antes mesmo que a verdade apareça.
É um mundo de
extremos. Ou se é perfeito ou se é condenado. Quem nunca errou? Quem
nunca desejou uma segunda chance? Por que nos tornamos tão rápidos em atacar,
tão lentos em compreender? Nossa vida é
feita de nuances, de contextos e de interpretações.
Antes de julgar precisamos pensar,
analisar se colocar no lugar do outro. Que a dor alheia não se torne brincadeira. Que a justiça não seja substituída pela fúria.
Estamos perdendo a capacidade de ouvir, refletir e dar tempo aos acontecimentos.
Hoje a pressa
em criticar é maior que a vontade de
entender. As redes sociais têm um
potencial imenso para o bem como conectar pessoas, dividir conhecimentos,
promover causa importantes e comunicar com senso crítico apurado ou ficar
quieto quando não conhece a história completa e verdadeira.
No entanto, esse comportamento
desumanizado de raiva coletiva pela multidão virtual onde não vemos a dor, a
história verdadeira e a angústia. É uma realidade. E se lembrássemos que, do
outro lado da tela, existe um ser humano, com sentimentos, família, história?
A internet não
precisa ser um ataque de guerra.
Cidinha Pascoaloto - Psicóloga, com foco no luto CRP 06/158174. Presencial e online, contato: (18) 9 9725-6418

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