Desde sua fundação em novembro de 2002, o câmpus da Unesp no município de Dracena tem sido um agente de transformações positivas nas regiões conhecidas como Alta Paulista e Oeste Paulista. Em duas décadas de atuação, a Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas (FCAT) se tornou um polo de formação de profissionais qualificados que impulsiona o desenvolvimento sustentável da agropecuária e das comunidades locais.
O primeiro curso oferecido na unidade foi a graduação em Zootecnia, uma opção de formação profissional alinhada à vocação regional para a produção pecuária. O objetivo inicial era gerar e difundir novas tecnologias em diversas áreas dessa cadeia produtiva, tais como melhoramento, nutrição, manejo e administração da criação animal. Um dos pontos fortes do curso é justamente a área de grandes ruminantes.
Nos anos seguintes, foi criado o segundo curso de graduação, Engenharia Agronômica, que aborda as principais culturas da região, como cana-de-açúcar, soja, amendoim, batata-doce, mandioca, algodão e sorgo, refletindo a transição da pecuária tradicional para uma agricultura mais diversificada e tecnológica.
Na mesma época, foi criado também o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Animal, oferecido em parceria com o câmpus da Unesp em Ilha Solteira. O programa consolida a formação para o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, com linhas de pesquisa focadas na produção de ruminantes (bovinos, ovinos e caprinos) e não-ruminantes (aves e suínos). Com um corpo docente composto por 20 professores especializados em Zootecnia e Medicina Veterinária, o programa foi o primeiro programa de pós-graduação interunidades da Unesp.
“O ensino híbrido tem sido uma ferramenta essencial na pós-graduação, permitindo que alunos desenvolvam suas pesquisas aqui e, ao mesmo tempo, tenham acesso a disciplinas oferecidas em outras unidades da Unesp”, explica o professor Leandro Tropaldi, vice-diretor da FCAT.
A unidade universitária orgulha-se de ter um forte vínculo com a região em que está inserida. Cerca de 70% dos alunos são oriundos da Alta Paulista e do Oeste Paulista. A proximidade com as comunidades locais também permite que a universidade identifique demandas e proponha soluções às necessidades socioeconômicas da população e, mais especificamente, do setor agropecuário da região.

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