A Polícia Civil, por intermédio da DIG/DISE, com o apoio operacional de agentes da Delegacia de Ilha Solteira e da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, realizou nesta quinta-feira a terceira e última fase da “Operação Dedo Podre”.
A ação ocorreu em Dracena, Ilha Solteira e em Selvíria/MS. Foram cumpridos mandados de prisão expedidos pela 2ª Vara da Comarca dracenense.
Após a conclusão do Inquérito Policial, com o encaminhamento ao Poder Judiciário/Ministério Público das provas técnicas e documentais colhidas, os três acusados foram condenados por sentença definitiva.
As condenações incluem crimes como associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção ativa e inserção de dados falsos em sistemas públicos, totalizando 105 infrações, com penas que variam de 8 a 9 anos e 4 meses, em regime inicial fechado. A decisão transitou em julgado no Supremo Tribunal Federal - STF, não cabendo mais nenhum recurso.
A "Operação Dedo Podre" teve
início em agosto de 2019, visando investigar crimes relacionados à transferência
ilícita de CNHs do estado de São Paulo, principalmente para o Mato Grosso do
Sul e outros estados do país, por meio da inclusão de dados de endereços falsos
dos condutores. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou três
núcleos de atuação em Dracena, Ilha Solteira e Selvíria, responsáveis por
recrutar condutores infratores que pagavam propina e cometiam fraudes para
obter outra CNH, evitando sanções administrativas e criminais da Lei de
Trânsito.
Ao longo da "Operação Dedo
Podre", que teve duas fases em 2019 e 2022, foram identificados mais de
350 condutores que utilizaram os “serviços” dos investigados para a
transferência ilícita da CNH. Isso resultou na abertura de mais de três
centenas de inquéritos policiais, culminando em indiciamentos e condenações
judiciais.
Durante os trabalhos de Polícia Judiciária,
nesta quinta-feira, um dos envolvidos, um homem de 45 anos, foi preso em
Dracena, enquanto outro, um homem de 50 anos, foi detido em Selvíria. Ambos
passarão por audiência de custódia para posterior encaminhamento ao sistema
prisional para cumprimento da pena imposta.
O terceiro envolvido, de 61 anos e
morador de Ilha Solteira, ainda não foi localizado pela Polícia Civil, sendo
considerado foragido da Justiça até o momento.

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