Reportagem do Portal UOL informa que em
meio às crescentes preocupações com o aquecimento global, o etanol busca ganhar
os corações dos consumidores como alternativa à poluente gasolina. No país, há
40 milhões de veículos aptos a rodar com os dois combustíveis.
A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), entidade que congrega as maiores usinas do país, está gastando alguns milhões de reais com uma campanha publicitária para promover o etanol nacional como um meio eficiente — e mais barato — de fazer a sua parte pelo meio ambiente.
Os gastos, que incluem a contratação de um batalhão de influencers e espaço em tv, rádio e internet, não foram revelados. A estrela da campanha será o humorista Rafael Portugal, projetado nacionalmente como integrante do Porta dos Fundos.
"No Brasil, a gente descarboniza economizando [por causa do preço do etanol, mais baixo que o da gasolina], e não gastando mais, e é um modelo que é replicável em outras partes do mundo", disse Evandro Gussi, presidente da Unica, que já morou em Dracena e atuou como deputado federal.
Descarbonizar significa diminuir a quantidade de carbono despejada todo dia na atmosfera. Os compostos carbônicos, como o CO2, são gases responsáveis pelo efeito estufa e são considerados os inimigos mais tenazes a serem detidos para o cumprimento da meta global que limita o aquecimento do planeta a 1,5ºC até 2030 (quem mora em São Paulo nestes dias tem a impressão que este limite já foi ultrapassado faz tempo).
A campanha da Unica não vai descer às minúcias científicas, mas tentar desmistificar algumas alegações que a entidade detectou em uma pesquisa de opinião. Vai martelar que o etanol não faz mal para os motores, não demora a pegar no inverno (como acontecia com os carros dos anos 1980, ainda na memória de muitos consumidores) e é melhor para o meio ambiente.
Evandro Gussi, da Unica, é diplomático quando fala da concorrência dos carros elétricos no país: "A gente vai precisar de todas as oportunidades de descarbonização".
Mas há um ceticismo sobre a
competitividade dos elétricos em relação ao etanol em um país de renda média
como o Brasil. "A eletrificação da frota tem custos de infraestrutura que
o etanol não tem", diz o dirigente setorial.

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