As etiquetas de preços do leite nas prateleiras de supermercados estão preocupando a população em geral. Há estabelecimentos que cobram de R$ 7 a R$ 8 o litro do produto. Um aumento de 90% desde o começo do ano.
A situação tem preocupado até mesmo os responsáveis pela compra do item nesses empreendimentos, considerando que se trata de um alimento básico, sendo o principal para muitas crianças.
Os
supermercados não podem comprar leite em grande quantidade, sob risco de queda
de preço e prejuízos no futuro. Também
está sendo registrada a queda nas vendas.
Não é
apenas a entressafra que explica a inflação dos lácteos no Brasil, que nos
últimos anos, teve uma alta de 62% nos custos para o produtor, gerando uma
elevação de 43% no preço ao consumidor.
Segundo Glauco Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, a principal causa do aumento é a menor
oferta do produto nos laticínios, o que se deve principalmente à elevação dos
custos de produção.
Conforme o pesquisador, o preço, mesmo em alta, não está sendo suficiente para
cobrir os custos, o que piorou a rentabilidade nas fazendas e levou o produtor
a diminuir a oferta, reduzindo a alimentação das vacas.
Do rol dos insumos que mais subiram de preço estão os fertilizantes e os combustíveis, afetados pela guerra Rússia-Ucrânia. Até o frete marítimo internacional, também em alta, entra nessa conta.
Mas o insumo que mais tem pesado no caixa do produtor é o volumoso, que registrou elevação de 51% na comparação de maio deste ano com o mesmo mês de 2021.
https://www.imparcial.com.br/noticias/leite-nao-e-o-maior-vilao-da-inflacao-de-alimentos,52786

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