Como funciona o 5G? O 5G no Brasil vai funcionar em faixas de frequência (são como “estradas” no céu onde circulam os dados) de quatro bandas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz. Os dados são transmitidos por ondas de rádio mais curtas, por isso, para a cobertura ser efetiva, é preciso um número maior de antenas distribuídas em um menor espaço geográfico - mas que transmitem os dados de forma muito maior e mais rápida. A tecnologia permitirá -- acredite -- que até 1 milhão de dispositivos estejam conectados em uma área de apenas 1km².
Quão mais rápido é o 5G? O 4G funciona com velocidade média de
17,1 Mbps (megabits por segundo), e pode chegar a até a 100 Mbps. Já o 5g pode
chegar a até 1 e 10 Gbps (gigabits por segundo, ou 1 bilhão de bits por
segundo), ou seja, até 100 vezes mais que o 4G. A comunicação (ou “tempo de
resposta”, como chamam os profissionais da área) do 5G é bem maior: 1 a 5
milissegundos contra 50 a 70 milissegundos do 4G.
Meu celular vai funcionar no 5G? Só aparelhos fabricados para usar a
tecnologia poderão ter acesso à rede mais rápida. Se o seu aparelho só recebe o
4G, não poderá navegar mais rápido. A princípio, os telefones com a tecnologia
tendem a ter valores mais elevados, mas com a
popularização, a tendência é que os preços baixem.
O 5G vai acabar com o
sinal das parabólicas? Sim! As atuais antenas
parabólicas, que funcionam nas frequências que serão ocupadas pelo 5G, não
receberão mais o sinal das TVs abertas. Em São Paulo, por exemplo, a população
de baixa renda que faça parte de programas sociais do Governo Federal pode aderir
ao programa “Siga Antenado”, realizado por uma entidade não governamental e sem
fins lucrativos, que vai distribuir 27 mil kits digitais gratuitos: eles vão
substituir as atuais antenas tradicionais para sintonizar os canais de
televisão. As pessoas que já possuem TV por assinatura, antenas digitais e
internas não sofrerão nenhuma interferência no sinal.
O Brasil inteiro vai ter acesso ao 5G? Sim, mas isso pode demorar. O
cronograma prevê que apenas no final de 2029 o sinal chegue a 100% dos municípios
com até 30 mil habitantes.
Com informações de Éder Carlos Amador, coordenador
do curso de Ciência da Computação da Faculdade Anhanguera.
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