Só falta o Pero Vaz de Caminha
Há
quinhentos anos, eles desembarcaram dos navios componentes de uma pouco vistosa
esquadra, para povoar o país. Decorridos pouco mais de cinco séculos, ao
contrário, eles retornam ao país a bordo de luxuosas aeronaves e são
recepcionados com tapete vermelho e homenagens variadas. Se a culta leitora e o
não menos ilustrado leitor ainda não percebeu, o Brasil está sendo redescoberto
pelos portugueses.
E
a redescoberta dá-se por conta dos treinadores de futebol. Eles não estudaram
os procedimentos na Escola de Sagres, mas são oriundos de estabelecimentos que
ensinam como o futebol deve ser tocado. A “invasão” começou em 2019 com Jorge
Jesus (Flamengo) e seguiu com Abel Ferreira (Palmeiras). E prossegue neste
final de semana, quando Vítor Pereira assume o Corinthians, justamente contra o
São Paulo, de Rogério Ceni. Por sinal, o ex-goleiro é o único brasileiro a
tocar um dos quatro grandes paulistas, pois o Santos também acertou com o
“gringo” Bustos.
Claro
que os mais novos não devem saber, mas a escalada lusa no futebol paulista
remonta a 1943, quando Joreca assumiu o São Paulo e foi campeão estadual em
1943, 1945 e 1946. A conquista de 46 foi épica, pois o tricolor terminou o
clássico com apenas dez atletas. O lateral esquerdo Renganeschi (argentino)
contundiu-se e as regras da época não ensejavam substituição.
Voltando
aos dias de hoje, o assunto da hora é a histórica vitória do Mirassol sobre o
Grêmio por 3 a 2, ontem à noite. O desastre elimina, sumariamente, o time
gaúcho da Copa do Brasil. E deve provocar atos de hostilidade contra os
gremistas que já tiveram seu ônibus apedrejado, semana passada.
Professor Valdir Andrêo
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