Um amigo russo
Desembarcamos quase juntos em Tupi Paulista, em março de 1965. O objetivo era dar aulas no Cene do vizinho município. O primeiro desafio foi conseguir hospedagem no hotel São Bento que, em seus 27 quartos, abrigava 23 professores. Problema resolvido, iniciamos as atividades que perduraram até a transferência para Dracena.
Nada de táxi
Inesquecível o convite para a primeira visita à casa do companheiro, em Lucélia. Como o pai (russo) Stephan tinha a concessão da linha Lucélia – Adamantina, Paley foi me buscar na estação ferroviária, dirigindo um possante ônibus da empresa. Um bom banho e a perspectiva de excelente noitada, com muito papo e cerveja bem gelada.
O primeiro ninguém esquece
Surpreendentemente, Paley comunicou que iríamos até Osvaldo Cruz, a poucos quilômetros de Lucélia. Justificou que tinha um encontro importante e que seria decisivo em sua vida. E lá começou o namoro com Inácia que viria a ser sua companheira por muitos anos, aqui e em Presidente Prudente.
Em Dracena, construímos nossas famílias. Paley e
Inácia com três filhos, Valdir e Sonia com número igual de filhas. Empate só
quebrado com o trágico falecimento de Sacha, num acidente de carro na cidade de
Pinhal onde começava a cursar uma faculdade. Posteriormente, o “Russo” e
família mudaram para Prudente e os encontros passaram a ser bem mais espaçados.
Mas a amizade persistiu até o último sábado...
Professor Valdir Andrêo

Comemoração no hotel São Bento de Tupi Paulista, final dos anos 1960. Estevão Paley aparece agachado, na primeira fila 
Na praia do Gonzaga, em 1968, Paley fotografou Inácia, Sonia, o colunista e o pequeno Sacha
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