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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

DRACENENSE LAURA CANGUSSU É DESTAQUE EM REPORTAGEM DA HARPER’S BAZAAR BRASIL

Trechos da reportagem da edição de novembro de 2019.

SETOR FORTE DA MODA nacional, a moda praia chega ao Verão 2020 com marcas que estão engatinhando no mercado, endereçadas a garotas moderninhas, ansiosas por biquínis e maiôs com bossa, que vão do mar à piscina, além de roupas para um pós que não se limita ao trajeto de volta para casa. A ideia é de fluidez embalada na leveza dos dias que passam devagar. Como acontece na praia de Patacho, em Alagoas, inspiração para a Emi, da carioca Anna Luiza Vasconcellos, ou no litoral italiano, referência da paulista Laura Cangussu para a primeira coleção da marca que leva seu nome. Outra novidade é a Ley Swimwear, da ex-modelo Marcela Ley, lançada há dois anos em Nova York e que acaba de desembarcar no Brasil, onde ela passa também a produzir suas peças.

COSTURA DE MEMÓRIAS - Laura Cangussu fez uma imersão em sua história de vida para lançar a marca homônima e sua primeira coleção, batizada de Dracena, nome da cidade do interior de São Paulo onde ela nasceu, e também de uma folhagem decorativa que virou, inclusive, estampa. Já seu sobrenome de - signa, ainda, uma onça em extinção adotada como personagem frequente no sertão representado por Guimarães Rosa. Na marca, evoca uma brasilidade poética e artística. “Olho para um estilo de vida contemporâneo, integrando artesanato e design minimalista”, conta ela.
A busca por refúgios solares permeia a coleção de estreia, que já está na Pinga e no e-commerce próprio. Mezzo italia - na mezzo brasileira, a designer foi buscar inspiração também na Itália, especificamente nas praias charmosas e paradisíacas das regiões da Puglia, Liguria e Costa Amalfitana, que sempre permearam os verões de sua família. Essa junção de referências virou túnicas de seda, que vão do pós-praia ao escritório, maiôs que viram bodies e biquínis elegantes, acompanhados de acessórios, como os brincos feitos de contas e canutilhos, lembrando a flor da dracena, e a bolsa de vime trançado com alça de bambu que atualiza um modelo dos anos 1970 pertencente à mãe de Laura e que ela desenvolveu com a ajuda de artesãos do interior de Santa Catarina. O próprio surgimento da marca tem a ver com um momento decisivo de sua vida. Formada em Direito, com atuação na área ambiental, estudou fashion styling no IED (Istituto Europeo di Design), em Milão, e trabalhou na redação da Bazaar. Parou tudo para cuidar da saúde. Diagnosticada com artrite reumatoide e lúpus, uma doença inflamatória autoimune, conta que o período que passou hospitalizada a obrigou a reduzir o ritmo e a olhar para a vida com outros valores. Daí surgiu a vontade de iniciar uma marca com movimento slow, comprometida em criar produtos de maneira social e ambientalmente responsável.


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