SETOR FORTE DA
MODA nacional, a moda praia chega ao Verão 2020 com marcas que estão
engatinhando no mercado, endereçadas a garotas moderninhas, ansiosas por
biquínis e maiôs com bossa, que vão do mar à piscina, além de roupas para um
pós que não se limita ao trajeto de volta para casa. A ideia é de fluidez
embalada na leveza dos dias que passam devagar. Como acontece na praia de
Patacho, em Alagoas, inspiração para a Emi, da carioca Anna Luiza Vasconcellos,
ou no litoral italiano, referência da paulista Laura Cangussu para a primeira
coleção da marca que leva seu nome. Outra novidade é a Ley Swimwear, da
ex-modelo Marcela Ley, lançada há dois anos em Nova York e que acaba de
desembarcar no Brasil, onde ela passa também a produzir suas peças.
COSTURA DE
MEMÓRIAS - Laura Cangussu fez uma imersão em sua história de vida para lançar a
marca homônima e sua primeira coleção, batizada de Dracena, nome da cidade do
interior de São Paulo onde ela nasceu, e também de uma folhagem decorativa que
virou, inclusive, estampa. Já seu sobrenome de - signa, ainda, uma onça em
extinção adotada como personagem frequente no sertão representado por Guimarães
Rosa. Na marca, evoca uma brasilidade poética e artística. “Olho para um estilo
de vida contemporâneo, integrando artesanato e design minimalista”, conta ela.
A busca por
refúgios solares permeia a coleção de estreia, que já está na Pinga e no
e-commerce próprio. Mezzo italia - na mezzo brasileira, a designer foi buscar
inspiração também na Itália, especificamente nas praias charmosas e
paradisíacas das regiões da Puglia, Liguria e Costa Amalfitana, que sempre
permearam os verões de sua família. Essa junção de referências virou túnicas de
seda, que vão do pós-praia ao escritório, maiôs que viram bodies e biquínis
elegantes, acompanhados de acessórios, como os brincos feitos de contas e canutilhos,
lembrando a flor da dracena, e a bolsa de vime trançado com alça de bambu que
atualiza um modelo dos anos 1970 pertencente à mãe de Laura e que ela desenvolveu
com a ajuda de artesãos do interior de Santa Catarina. O próprio surgimento da
marca tem a ver com um momento decisivo de sua vida. Formada em Direito, com
atuação na área ambiental, estudou fashion styling no IED (Istituto Europeo di
Design), em Milão, e trabalhou na redação da Bazaar. Parou tudo para cuidar da
saúde. Diagnosticada com artrite reumatoide e lúpus, uma doença inflamatória
autoimune, conta que o período que passou hospitalizada a obrigou a reduzir o
ritmo e a olhar para a vida com outros valores. Daí surgiu a vontade de iniciar
uma marca com movimento slow, comprometida em criar produtos de maneira social
e ambientalmente responsável.

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