Todos os candidatos à presidência da República
reconhecem, de alguma forma, a necessidade de reformar o sistema previdenciário
que apresenta crescente déficit, estimado em pouco mais de R$ 200 bilhões em
2019. Segundo o novíssimo site seudinheiro.com, ponto comum em três das
propostas é a mudança do regime de repartição para capitalização. Atualmente, o
modelo é de repartição, com os trabalhadores da ativa pagando os benefícios dos
aposentados. O modelo é visto como insustentável tendo em vista que o número de
trabalhadores crescerá em velocidade inferior ao de aposentados, nos próximos
anos.
Perguntar não ofende
Os postulantes à presidência se revezam ao enfatizar a
necessidade urgente da reforma da previdência. Será que já fizeram o cálculo do
prejuízo causado pela falta de contribuição dos mais de 13 milhões de
desempregados e de seus patrões?
Novo salto
Semana passada, houve novo reajuste no preço dos
combustíveis. O litro do etanol, então comercializado por R$ 2,399 (em média),
pulou para R$ 2,699, em diversos estabelecimentos do ramo. Um posto de
Araçatuba, situado na região dos hotéis (avenida Brasília), mantém R$ 2,399
apenas no pagamento à vista. No cartão (débito ou crédito), o valor é R$ 2,699.
Quem fala demais...
Faz uma semana, o general Mourão, candidato a vice de
Bolsonaro, desferiu uma “pérola”, ao abordar a criminalidade nas comunidades.
“Onde não há pai é avô, onde não há mãe é avó”. E foi categórico: “É, por isso,
torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados”. A incontinência
verbal de Mourão gerou revolta do escritor Marcelo Rubens Paiva que rebateu,
ironicamente: “Fui criado pela minha mãe e irmãos, porque a ditadura matou meu
pai aos 11 anos, e meu avô morreu de tristeza, dois anos depois. Por isso, que
sou desajustado”. O deputado Rubens Paiva, pai de Marcelo, foi assassinado pelo
regime militar, em 1971.
... dá bom dia a cavalo
Em 2014, o coronel aposentado Paulo Malhães declarou ao
jornal ‘O Globo’ que Rubens
Paiva foi torturado e morto em dependências militares, no Rio, com os restos
mortais enterrados numa praia e, mais tarde, desenterrados e jogados ao mar. O
coronel Paulo Malhães confirmou parte daquela história à Comissão da Verdade. De acordo com o depoimento à Comissão, o coronel confirmou ser ele o
responsável pelo desaparecimento de Paiva.
Professor Valdir
Andrêo

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