Entre os dias 16 e 18 de maio, 150
presas provisórias e sem trânsito em julgado da Penitenciária Feminina de Tupi
Paulista tiveram suas digitais coletadas por funcionários do cartório
eleitoral, via sistema biométrico, para regularização de títulos junto à
Justiça Eleitoral. Até 25 de maio, as coletas serão realizadas diretamente nas
unidades prisionais de todo o Estado.
A ação visa cumprir o estabelecido na
Resolução nº 23.554 de dezembro de 2017 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
que, em março de 2018, ensejou no Termo de Cooperação Técnica e Parceria para a
criação de Seções Eleitorais Especiais em Estabelecimentos Penais nas Eleições
2018, firmado entre a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e o
Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
Em levantamento prévio, 275 detentas
haviam optado por exercer o direito ao voto nas próximas eleições. Destas,
somente 205 estavam aptas a participar do pleito, mas devido a alguns alvarás
de soltura e transferências posteriores, só foi possível coletar biometria de
150 presas. Embora o direito ao voto seja possível somente ao regime
provisório, a penitenciária possui também os regimes fechado e semiaberto. “Oportunizar a participação dessas mulheres no pleito garante a elas,
ainda que no cárcere, o exercício da cidadania, o que resulta em projeções
futuras de ressocialização”, explica a diretora da unidade prisional, Adriana
Alkmin Pereira Domingues.
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