Acontece entre os dias 31 de maio e 2 de
junho, o 39o Congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São
Paulo), no Transamérica Expo Center. Na abertura, mesma data em que se comemora
o Dia Mundial Sem Tabaco, a Socesp debaterá o alto fator de risco às doenças
cardiovasculares causadas pelo cigarro.
O evento
reunirá mais de 7 mil cardiologistas, e no dia 31 será realizada uma pesquisa in loco, através do aplicativo do Congresso, para
avaliar como os médicos tratam a questão do tabagismo em consultório. Os
resultados serão computados e divulgados ao final do dia.
Para
reforçar a importância de discutir a relação entre tabaco e saúde do coração, a
OMS (Organização Mundial da Saúde) escolheu o tema "Tabaco e Doença
Cardíaca" para celebrar o Dia Mundial Sem Tabaco deste ano.
Há dois
bilhões de fumantes no mundo. O Brasil ocupa o oitavo lugar nesse ranking.
"Os números são assustadores: 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de
homens são fumantes no País", salienta o cardiologista e presidente da
Socesp, Dr. José Francisco Kerr Saraiva.
"O
tabaco é o maior responsável pelas mortes evitáveis em todo o mundo. Embora a
fabricação e venda de cigarros seja legal e liberada, a decisão entre comprar
ou resistir ao vício é do consumidor", enfatiza o médico, explicando:
"Por isso, com a ação em nosso congresso, proporemos uma reflexão sobre a
importância de evitar o tabagismo, crucial no âmbito do principal objetivo da
Socesp, que é reduzir o índice de mortalidade por doenças
cardiovasculares".
O presidente
da Socesp comenta que, se as pessoas não passarem a se conscientizar, em 2030 o
cigarro matará diretamente oito milhões de indivíduos em todo o mundo. O tabagismo
é considerado um dos principais fatores de risco para as doenças não
transmissíveis e está em um quadro que corresponde a 40 milhões de mortes no
ano. Esse total é equivalente a 70% dos óbitos em todo o mundo.
Além das
complicações cardiovasculares e respiratórias que o cigarro causa à saúde, a
economia nacional também é muito onerada. No Dia Mundial sem Tabaco de 2017, o
Ministério da Saúde divulgou estudo apontando que o Brasil tem prejuízo anual
de R$ 56,9 bilhões devido ao consumo de cigarros e outros derivados do tabaco.
São R$ 39,4 bilhões relativos a custos médicos diretos e R$ 17,5 bilhões,
indiretos, como a perda de produtividade, provocada pela morte prematura ou
incapacitação de trabalhadores.
Intitulada
"O Tabagismo no Brasil: morte, doença e política de preços e
impostos", a pesquisa revelou as doenças relacionadas ao tabaco que mais
causaram despesas para o Brasil em 2015, nos sistemas de saúde público e
privado: doenças cardíacas; doença pulmonar obstrutiva crônica; cânceres diversos;
e pneumonia. Muitos não fumantes são afetados pelo tabagismo passivo, ou seja,
aspiram com frequência a fumaça do cigarro de viciados. Em 2015, o tabagismo
provou 156.216 mortes no Brasil, cerca de 12% dos óbitos de indivíduos com mais
de 35 anos.
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