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sábado, 27 de janeiro de 2018

COLUNA DO PROFESSOR VALDIR ANDRÊO


Nada é eterno

No fim do ano passado, Toninho Pernomian e a esposa Belinha decidiram se aposentar e decretaram o fim do restaurante Cuca Fresca. Uma atitude muita justa e coerente, pois ambos se dedicaram ao ramo por cinco décadas. Esse articulista participou do nascimento da lendária casa, tendo revisado, inclusive, seu primeiro cardápio.

Desde o século passado

Conheci o Toninho nos anos 1970, quando ele capitaneava o Bar Brasília, na esquina da Presidente Vargas com a Brasil. Tratava-se de um salão bastante amplo que abrigava a pastelaria do “seu” João, num dos cantos. O estabelecimento foi palco de várias festas de times campeões do torneio de férias de futsal. Numa delas, estavam Mortagua e Bombeiro que levaram o XTC ao título.

Sempre em frente

Dali, Toninho e dona Belinha partiram para o Gato que Ri, na mesma Presidente Vargas, outro sucesso de bons serviços e frequência. Sempre inovando, o arrojado casal foi para a praça Arthur Pagnozzi e o resto da história todos conhecem. As mesas do Cuca receberam frequentadores locais, assim como políticos, artistas e atletas de relevância nacional.


Visita histórica

Em outubro de 1986, se a memória não falha (o que seria muito natural), acompanhei o deputado Ulysses Guimarães ao restaurante. Trabalhava no Jornal Regional e o inesquecível fotógrafo Massaru Quinoshita nos flagrou, chegando ao Cuca. Naquela noite, após cumprir um cansativo roteiro de visitas. Dr. Ulysses ainda teve apetite para devorar uma robusta bisteca.

Valdir Andrêo
valdir.andreo@gmail.com                                                                                                

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