Pais de filhos pequenos, que precisam
usar a cadeirinha especial para transporte de bebês em automóveis, são
constantemente assombrados pela possibilidade de esquecer a criança fechada
dentro do carro. O resultado desse deslize muitas vezes acaba em tragédia. Os
motivos são sempre os mesmos: mudança de rotina, distração, pressa, falta de
hábito de transportar a criança que muitas vezes dorme no banco de trás.
Renato
Santos, Dernivaldo Lima e Geovanni Francisco, à época estudantes preocupados em
encontrar um tema para o Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) de Eletrônica
Automotiva da Faculdade de Tecnologia Estado (Fatec) de Santo André, levantaram
a questão pelo seguinte ângulo: “E se a cadeira desse o sinal?” A resposta
tomou forma no projeto Cadeira Infantil Veicular Inteligente, que participou do
3º Desafio Inova Paula Souza de Ideias e Negócios.
A base do funcionamento do protótipo da
Civi são sensores integrados que operam em tempo real e detectam a presença da
criança e do motorista. Além disso, um termômetro monitora a temperatura no
interior do veículo.
Ao perceber a
saída do condutor, o sistema entra em estado de atenção e envia uma mensagem de
sms para o celular do motorista, informando a presença da criança e a
temperatura no interior do veículo. Caso o condutor não responda a mensagem ou
não retorne ao veículo, é enviado um novo sms a cada três minutos.
Após
a terceira mensagem, o sistema faz uma chamada telefônica, dispara o alarme e
abre os vidros do carro. Se a temperatura interna houver ultrapassado 30º no
veículo, o sistema antecipa a abertura das janelas e aciona a buzina. Um dos
principais diferenciais do equipamento criado pelos alunos da Fatec é
justamente sua “inteligência”. Outro fator a destacar é o uso da rede de
telefonia móvel e não da internet.
Para
ter uma ideia, segundo informações do sitecriancasegura.org.br, quando a
temperatura externa está em 38º, dentro de um veículo fechado o termômetro pode
chegar a marcar 60º, causando queimaduras graves, paradas cardíaca e
respiratória. Os autores trabalham agora para viabilizar a
proposta e colocar o produto no mercado. Pode ser por meio de um sócio
investidor ou até mesmo transferência de tecnologia para algum fabricante de
cadeiras infantis para veículos. O custo com o software e hardware do sistema
ficou em torno de R$ 250, valor que pode ser reduzido com a produção em escala.
“Se pudermos salvar ao menos uma vida, nosso esforço já terá valido a pena”,
afirmam os autores da ideia.
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| Autores do projeto durante premiação do 3º Desafio Inova, com a diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá |

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