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domingo, 15 de novembro de 2015

MÉXICO: SEDUÇÃO & VIOLÊNCIA


Pobre México. Tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos. A frase atribuída ao ditador Porfírio Dias resume bem o sentimento dos mexicanos em relação ao seu próprio país. Em seu primeiro livro, o marqueteiro Eduardo Negrão (foto), tenta traduzir essa versão hispânica do ‘complexo de vira-latas’, a definição de Nelson Rodrigues para o sentimento que acompanhava os brasileiros desde a proclamação da República até a virada do século XXI.
Na definição do autor, o México seria uma espécie de “Paraguai norte-americano” porque recebe dos americanos o mesmo olhar preconceituoso que os brasileiros dirigem aos seus vizinhos e da mesma forma que os Paraguaios se ressentem da Guerra do Paraguai os mexicanos ainda não superaram as perdas territoriais para a superpotência vizinha. Em especial a México-Americana no final do século XIX quando perdeu quase metade do seu território para os EUA. Incluído aí a riquíssima Califórnia e o Texas onde o petróleo jorra abundante.
Mas, a simbiose não para por aí no livro México – Pecado ao Sul do Rio Grande o autor revela a ‘vingança involuntária’ ao plantar mais de 34 milhões de imigrantes e descentes de mexicanos no coração da América. Tornando-se onipresentes no cotidiano norte-americano e decisivos nas eleições presidenciais.
O texto ainda retrata a assustadora questão do narco-estado que controla o norte do México, que se transformou numa espécie de FMI do dinheiro ilegal em todo mundo e já apresenta isso logo na abertura: Quem não conhece o México, não pode entender como funciona hoje a riqueza nesse planeta.

Por: Sande Moraes

Serviço: MÉXICO, PECADO AO SUL DO RIO GRANDE. 80 páginas. Editora Scortecci. R$ 30,00. A venda na www.livrariacultura.com.br

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