Tive
a oportunidade de entrevistar Luís Carlos Siste para uma reportagem especial do
então Novo Jornal de Dracena, que foi divulgada em 8 de maio de 2007.
Siste
comentou naquela ocasião que foi em março de 1967 que num trabalho voluntário
iniciou a escolinha de futebol “Garotos de Ouro”, que ao longo de décadas
revelou atletas para o futebol nacional e internacional. Siste realizou o
verdadeiro trabalho de base e milhares de garotos tiveram a oportunidade de
participar dos treinamentos nos sábados de manhã no Estádio Írio Spinardi.
Luis
Carlos Siste faleceu aos 77 anos. Nasceu em Jardinópolis, região de Ribeirão
Preto. Fez Odontologia na USP de Ribeirão formando-se em 1962. Ele inicialmente
pretendia cursar Medicina.
Em
1963, Siste veio conhecer a região a convite do dentista Valter Dimas de Souza
Nogueira (já falecido). Abriu seu consultório em Dracena e nunca mais deixou a
cidade. Na época havia 18 dentistas em Dracena.
Casou-se
em 1965 com a professora Maria Ignês Alves de Rezende que também é de Jardinópolis.
Ela lecionou em Jaciporã, na antiga escola do Jardim Vera Cruz e na Escola Isac
Pereira Garcez. O casal teve três filhas: Márcia Regina, Ana Beatriz e Sílvia
Helena, todas nascidas em Dracena.
Quando
era universitário, Siste fez parte de um time da Faculdade que foi campeão em
Ribeirão Preto e disputou o campeonato estadual. Torcedor do Botafogo de
Ribeirão, Siste disse que o pai foi conselheiro do clube.
Em
Dracena, atuou como diretor da Associação Bancária de Dracena, integrou Rotary,
Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, Clube do Caneco, Conselho
Comunitário de Segurança, Irmandade da Santa Casa, Serviço de Obras Sociais,
Amigão EC, colaborou com rádios e jornais divulgando resultados de treinos e
ainda apitava jogos das equipes amadoras. Recebeu título de cidadão dracenense
em 23 de julho de 2007.
FRASES DE LUÍS
CARLOS SISTE
Escolinha de
Futebol
“Eu sempre via o
time do Dracena FC jogar e não tinha gente da cidade. Não tinha nenhuma
escolinha formando. Começamos com os meninos de 6 a 16 anos. Colocamos o nome
de Garotos de Ouro”.
“Criamos a
escolinha não só no intuito de formar jogadores, mas para tirar a garotada da
rua. Chegamos a ter 110 garotos treinando aos sábados. Dalí foram surgindo
craques”.
A formação dos
jogadores
“Vários
jogadores revelados aqui passaram pela escolinha. O Babá veio de
Junqueirópolis. O Adriano foi pequenininho para a escolinha. Também o King, o
Edu Dracena, que surgiu nos treinos no antigo campo da Cesp. O garoto ia
melhorando e eu o passava para o Dozinho, que tinha uma espécie de seleção da
cidade”.
“Não recebemos
ajuda. Era um trabalho voluntário e até bolas precisávamos comprar, pois eram
garotos humildes. Este trabalho deu oportunidade para muita gente no caso
Jamur, Hélder que fui buscar em Irapuru, Adriano, Capone, King e Edu Dracena”.
“Eu fazia o
trabalho de base começando 6h30 e ia até o meio-dia com os maiores. A gente
ensinava as coisas básicas como arremesso lateral, escanteios, o que é
impedimento e o que não é e os garotos assimilavam isso”.
Trabalho na
Secretaria Municipal de Esportes
“Como voluntário
trabalhei na época do prefeito Oswaldo. Como diretor de esportes trabalhei de
93 a 95 na época que o secretário era o dr. Haroldo Deponte, aliás, tenho a
impressão que foi uma das melhores fases da Secretaria de Esportes de Dracena”.
“Sempre fiz o
trabalho de divulgação de resultados dos treinos e amistosos nos jornais e rádios.
Hoje o rural praticamente não existe mais”.
Trabalho no
Rotary e Campanha do Agasalho
“Entrei no
Rotary em 1968. Já colaborei com a Campanha do Agasalho desde 1967. Fui
presidente do Rotary em 1974 e 1975”.
Dentista mais
antigo
“Continuo
trabalhando como dentista normalmente. Estou na área da odontogeriatria, atendo
pessoas acima de 40 anos. Trabalhei pelo INPS por 23 anos.”.
Dracena, em 2007
“Acho que a
cidade desenvolveu bem. Tenho muito orgulho de morar aqui, pois tem
infra-estrutura, é uma cidade limpa, pois faço comparação com outras que
conheço. É uma das cidades mais bonitas da Alta Paulista, está num crescente,
com desenvolvimento”.
A prática do
esporte na vida
“Eu treinei no
Sabatista e depois no Amigão, machuquei o joelho e estou afastado. Eu sempre
fui médio volante e meia. Ando muito de bicicleta, faço exercícios, caminhadas
diárias e não descuido do físico. Eu nado quase todos os dias e gosto de todos
os esportes. Não participo dos campeonatos da Terceira Idade porque nunca me
chamaram”.
O que falta no
esporte de Dracena
“Eu acho que tem
que popularizar mais, principalmente a escolinha para a garotada. Hoje na
maioria tem cobrança de mensalidade, fica quase sem opção para o garoto pobre.
Meu ponto de vista é formar mais campos na cidade e se possível formar um campo
em cada bairro com treinador. Precisamos de campo em cada bairro para que o
menino não necessite sair do Plimec e ir para o Estádio Írio Spinardi, por
exemplo. Teria que haver mais incentivos. É quase uma utopia a gente querer
isso”.
Entrevista
concedida a Cláudio José em maio de 2007.
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