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sábado, 7 de setembro de 2013

UM POUCO DA HISTÓRIA DE LUÍS CARLOS SISTE

Tive a oportunidade de entrevistar Luís Carlos Siste para uma reportagem especial do então Novo Jornal de Dracena, que foi divulgada em 8 de maio de 2007.
Siste comentou naquela ocasião que foi em março de 1967 que num trabalho voluntário iniciou a escolinha de futebol “Garotos de Ouro”, que ao longo de décadas revelou atletas para o futebol nacional e internacional. Siste realizou o verdadeiro trabalho de base e milhares de garotos tiveram a oportunidade de participar dos treinamentos nos sábados de manhã no Estádio Írio Spinardi.
Luis Carlos Siste faleceu aos 77 anos. Nasceu em Jardinópolis, região de Ribeirão Preto. Fez Odontologia na USP de Ribeirão formando-se em 1962. Ele inicialmente pretendia cursar Medicina.
Em 1963, Siste veio conhecer a região a convite do dentista Valter Dimas de Souza Nogueira (já falecido). Abriu seu consultório em Dracena e nunca mais deixou a cidade. Na época havia 18 dentistas em Dracena.
Casou-se em 1965 com a professora Maria Ignês Alves de Rezende que também é de Jardinópolis. Ela lecionou em Jaciporã, na antiga escola do Jardim Vera Cruz e na Escola Isac Pereira Garcez. O casal teve três filhas: Márcia Regina, Ana Beatriz e Sílvia Helena, todas nascidas em Dracena.
Quando era universitário, Siste fez parte de um time da Faculdade que foi campeão em Ribeirão Preto e disputou o campeonato estadual. Torcedor do Botafogo de Ribeirão, Siste disse que o pai foi conselheiro do clube.
Em Dracena, atuou como diretor da Associação Bancária de Dracena, integrou Rotary, Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, Clube do Caneco, Conselho Comunitário de Segurança, Irmandade da Santa Casa, Serviço de Obras Sociais, Amigão EC, colaborou com rádios e jornais divulgando resultados de treinos e ainda apitava jogos das equipes amadoras. Recebeu título de cidadão dracenense em 23 de julho de 2007.

FRASES DE LUÍS CARLOS SISTE

Escolinha de Futebol
“Eu sempre via o time do Dracena FC jogar e não tinha gente da cidade. Não tinha nenhuma escolinha formando. Começamos com os meninos de 6 a 16 anos. Colocamos o nome de Garotos de Ouro”.
“Criamos a escolinha não só no intuito de formar jogadores, mas para tirar a garotada da rua. Chegamos a ter 110 garotos treinando aos sábados. Dalí foram surgindo craques”.

A formação dos jogadores
“Vários jogadores revelados aqui passaram pela escolinha. O Babá veio de Junqueirópolis. O Adriano foi pequenininho para a escolinha. Também o King, o Edu Dracena, que surgiu nos treinos no antigo campo da Cesp. O garoto ia melhorando e eu o passava para o Dozinho, que tinha uma espécie de seleção da cidade”.
“Não recebemos ajuda. Era um trabalho voluntário e até bolas precisávamos comprar, pois eram garotos humildes. Este trabalho deu oportunidade para muita gente no caso Jamur, Hélder que fui buscar em Irapuru, Adriano, Capone, King e Edu Dracena”.
“Eu fazia o trabalho de base começando 6h30 e ia até o meio-dia com os maiores. A gente ensinava as coisas básicas como arremesso lateral, escanteios, o que é impedimento e o que não é e os garotos assimilavam isso”.

Trabalho na Secretaria Municipal de Esportes
“Como voluntário trabalhei na época do prefeito Oswaldo. Como diretor de esportes trabalhei de 93 a 95 na época que o secretário era o dr. Haroldo Deponte, aliás, tenho a impressão que foi uma das melhores fases da Secretaria de Esportes de Dracena”.
“Sempre fiz o trabalho de divulgação de resultados dos treinos e amistosos nos jornais e rádios. Hoje o rural praticamente não existe mais”.

Trabalho no Rotary e Campanha do Agasalho
“Entrei no Rotary em 1968. Já colaborei com a Campanha do Agasalho desde 1967. Fui presidente do Rotary em 1974 e 1975”.

Dentista mais antigo
“Continuo trabalhando como dentista normalmente. Estou na área da odontogeriatria, atendo pessoas acima de 40 anos. Trabalhei pelo INPS por 23 anos.”.

Dracena, em 2007
“Acho que a cidade desenvolveu bem. Tenho muito orgulho de morar aqui, pois tem infra-estrutura, é uma cidade limpa, pois faço comparação com outras que conheço. É uma das cidades mais bonitas da Alta Paulista, está num crescente, com desenvolvimento”.

A prática do esporte na vida
“Eu treinei no Sabatista e depois no Amigão, machuquei o joelho e estou afastado. Eu sempre fui médio volante e meia. Ando muito de bicicleta, faço exercícios, caminhadas diárias e não descuido do físico. Eu nado quase todos os dias e gosto de todos os esportes. Não participo dos campeonatos da Terceira Idade porque nunca me chamaram”.

O que falta no esporte de Dracena
“Eu acho que tem que popularizar mais, principalmente a escolinha para a garotada. Hoje na maioria tem cobrança de mensalidade, fica quase sem opção para o garoto pobre. Meu ponto de vista é formar mais campos na cidade e se possível formar um campo em cada bairro com treinador. Precisamos de campo em cada bairro para que o menino não necessite sair do Plimec e ir para o Estádio Írio Spinardi, por exemplo. Teria que haver mais incentivos. É quase uma utopia a gente querer isso”.

Entrevista concedida a Cláudio José em maio de 2007.

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