O programa partidário e o estatuto do Partido Pirata do Brasil
(Piratas) foram publicados nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. De
acordo com a publicação, o partido "surgiu no mundo a partir de um
movimento de resistência civil a tentativas de criminalização de maneiras de
compartilhar conhecimento propiciadas pela popularização das tecnologias
digitais".
Nos
próximos dias, o partido dará início ao registro civil em cartório, cumprindo a
exigência da legislação eleitoral para iniciar a coleta de aproximadamente 500
mil assinaturas válidas (cerca de 0,5% dos votantes na última eleição). A
publicação no Diário Oficial custou R$ 11.844,30. Segundo o Piratas,
o valor que foi obtido por meio de uma campanha na Internet, a qual
arrecadou R$ 21.163,70 doados por 420 pessoas.
O
Partido Pirata é uma associação voluntária de pessoas que se propõem a lutar
pela proteção dos direitos humanos, pela liberdade de expressão, pelo direito
civil à privacidade das informações em todos os suportes e meios de transmissão
e armazenamento, pela liberdade de aquisição e de compartilhamento de
conhecimento e tecnologias. Para isso, promove ações que contribuam com
transformações políticas e sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e
culturais destinadas a garantir a propagação da informação de forma livre e sem
impedimentos, fortalecendo a construção e desenvolvimento de um Estado
democrático mais transparente e justo.
No Brasil, o Partido Pirata foi fundado em julho de 2012, em Recife, quando
cerca de 120 pessoas se reuniram por dois dias para a primeira convenção, onde
ratificaram a construção colaborativa de mais de cinco anos e formalizaram
os documentos oficiais, como estatuto, programa do partido e diretrizes gerais.
Ainda bem que é piratas, se fosse "Ladrões" o partido não iria pra frente de jeito nenhum por causa da concorrência.
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