Após 31 anos, dom Osvaldo Giuntini se despediu oficialmente
quinta-feira (11) como bispo da Diocese de Marília. A missa ocorreu no ginásio
de esportes do Colégio Cristo Rei e contou com a presença de cerca de dois mil
fiéis. A missa também teve como objetivo celebrar o dia de São Bento, padroeiro
da cidade.
Dom Osvaldo Giuntini deixa o cargo aos 76
anos de idade. Há um ano e meio ele encaminhou ao Vaticano carta de renúncia
solicitando a saída. O Código Canônico prevê que aos 75 anos de idade o bispo
precisa deixar o cargo. A nomeação do novo bispo, monsenhor Luiz Antonio
Cipolini, 51 anos, aconteceu pelo papa Francisco no dia 8 de maio e sua
ordenação foi realizada no último domingo, em São João da Boa Vista. Ele assume
a Diocese de Marília no próximo dia 4 de agosto.
Dom Osvaldo, agora bispo emérito, destacou
em sua última celebração os vários anos como líder religioso na cidade. Segundo
ele, os principais pontos que marcaram seu bispado foram o diálogo com dom
Daniel, visitas a pastorais, ordenação de sacerdotes, inauguração do Seminário
Diocesano e ordenação episcopal de Dom Paulo Beloto. Além de encontros com os
papas João Paulo 2 e Bento 16. “A igreja está acima de nossa pessoa, nós
passamos, mas a diocese permanece. Pretendo utilizar minha experiência como
bispo emérito para em união trabalhar com novo bispo e padres de nossa
diocese”, destaca.
O prefeito Vinícius Camarinha esteve
presente na celebração e elogiou o trabalho de dom Osvaldo no comando da
Diocese de Marília. “Tenho uma grande admiração por dom Osvaldo. Ele realizou
um belo trabalho, com humildade e sabedoria. Espero que o novo bispo tenha a
mesma grandeza, buscando além das questões espirituais, ajudar toda população,
em especial a mais carente”, disse o prefeito.
A aposentada Maria Bincoletto participou da
missa e emocionada falou sobre a atuação do antigo bispo. “Um homem
maravilhoso, sereno, que muito contribuiu para o catolicismo. O novo bispo deve
dar prosseguimento aos trabalhos com garra e determinação”.
A ordenação sacerdotal de dom Osvaldo
ocorreu em 8 de dezembro de 1963. O ministério foi exercido primeiramente na Capital
paulista e, em seguida, foi pároco das cidades de Salto e Itu.
Em 1975, o papa Paulo VI concedeu-lhe o
título de monsenhor. Em 1982, recebeu a nomeação de bispo auxiliar. Dom Osvaldo
foi para Marília como bispo auxiliar do então bispo diocesano, dom frei Daniel
Tomasella. Em 1987, a
pedido de dom Daniel, Giuntini foi nomeado bispo coadjutor, com direito a
sucessão. Cinco anos depois, em decorrência da renúncia do bispo diocesano, dom
Osvaldo tomou posse como bispo da diocese de Marília, em 9 de dezembro de 1992.
Informações do Jornal Diário de Marília. Fotos do Jornal da Manhã de Marília.
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