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terça-feira, 25 de junho de 2013

AUTOR DA PEC 37 ACHA QUE MENOS 5% DA POPULAÇÃO TEM CONHECIMENTO SOBRE ELA


Autor da Proposta de Emenda Constitucional que devolve às polícias exclusividade na investigação criminal, a chamada PEC 37, o deputado Lourival Mendes (PT do B-MA) admite que se a matéria for votada agora na Câmara será rejeitada.
Segundo ele, o Ministério Público incluiu indevidamente nas manifestações de rua um tema que estava em debate no Congresso e sobre o qual menos de 5% da população tem conhecimento. O deputado acha que o bom senso recomenda que o debate seja adiado para o segundo semestre.
“A PEC 37 não é a PEC da impunidade nem da corrupção. Isso é uma mentira, uma fraude, uma falácia. O pior de tudo é que procuradores e promotores têm consciência de tudo isso. Mas preferiram mentir e agora passaram a acreditar na própria mentira”, disse o deputado, que é também delegado especial da Polícia Civil.
O deputado diz que está sendo ameaçado de morte por defender a PEC. “Pedi (nesta segunda-feira) providências à Mesa da Câmara. Quero garantias de integridade física, do livre direito de ir e vir a mim e à minha família. Quero exercer livremente meu mandato”, disse Mendes. Segundo ele, desde sexta-feira seu gabinete vem recebendo ameaças por telefone.
Lourival Mendes admite que a PEC é uma redundância jurídica, mas diz que ela tornou-se necessária em decorrência do avanço indevido do Ministério Público sobre atribuições constitucionais da polícia judiciária da União e dos Estados. “No Brasil é preciso repetir o óbvio”, afirma.
O MP, segundo ele, não perderia nada com a aprovação da PEC porque não tem o poder de apurar. Lourival Mendes diz que é necessário lembrar o artigo 129 da Constituição para entender que o MP é forte e tem seus poderes preservados.
“O MP pode muito. Ele é titular exclusivo da ação penal, pode requisitar investigações à polícia, fiscalizar a atividade policial e apresentar a denúncia. Só não pode denunciar e apurar ao mesmo tempo porque é parte do processo”, explica.
O deputado afirma que 98 ações de combate à corrupção estão paralisadas no Supremo Tribunal Federal sob o argumento de que as investigações feitas apenas pelo MP são inconstitucionais.  A PEC foi rejeitada na terça-feira.

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