O Ministério Público do Estado (MPE) de São Paulo, por meio do Grupo de
Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Núcleo Bauru,
desarticulou ontem uma quadrilha que lucrava de forma criminosa justamente
“corrigindo” a lentidão da Justiça. Além de empresários e advogados, cinco
oficiais de Justiça foram presos. De dentro do Fórum de Bauru, eles recebiam
propina para agilizar a apreensão de carros financiados e não pagos.
A Operação Injustiça
foi deflagrada por volta das 5h da manhã de ontem pelo Gaeco, com o apoio de
vários homens da Polícia Militar (PM), após oito meses de investigações. Ao
todo, nove mandados de prisão e nove de busca e apreensão foram cumpridos. São
oito investigados em Bauru e um em Jaú. Os nomes dos nove envolvidos não foram
divulgados pelo MPE.
As investigações
apontam que o grupo agia ‘furando a fila’ nos mandados de busca e apreensão de
veículos de acordo com o interesse de empresas de cobrança, financeiras e
escritórios de advocacia.
Havia ‘localizadores’,
que levantavam quais veículos estavam em débito. Depois, era pedido o
recolhimento e, assim que o juiz determinava a busca e apreensão por conta das
dívidas, os oficiais de Justiça os localizavam e aprendiam de forma
extremamente ágil em troca da propina. Informações do JCNet.
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