No auditório da Escola Senai, quarta-feira, os engenheiros Luciano
Farias de Novaes e Marcos Antonio Moretti fizeram a explanação dos índices
apurados. Participaram da palestra os representantes da Emdaep. As perdas
ocorrem em função de vazamentos na rede ou possíveis ligações irregulares.
Foi esclarecido que se deve atingir pelo menos 20% de perdas visando,
inclusive, a liberação de recursos dos governos federal e estadual. Com menos
perdas ocorrem a economia de produtos químicos e de energia elétrica,
possibilitando recursos para investimento na expansão do sistema de
abastecimento.
Dracena possui 17 poços, sendo 14 na sede e três em Jamaica, Jaciporã e
Iandara. Os 12 reservatórios existentes armazenam 2.725 metros cúbicos
de água.
O índice de 30,5% de perdas em Dracena foi calculado com base na medição
do que foi produzido nos poços e que acabou sendo registrado nos hidrômetros
dos consumidores. O consumo per capita em Dracena é de 283,6 litros/habitante
por dia. A perda por habitante é de 86,5 litros por dia. A média no estado é de 50%
de perdas.
A empresa Novaes Engenharia sugeriu que Dracena faça o controle de
perdas por setores para reduzir o problema. A troca dos hidrômetros dos
consumidores deveria ocorrer a cada cinco anos. É importante ainda monitorar
todos os pontos de vazamento, inclusive com equipamentos apropriados.
Foi apontado que há necessidade de investimentos em torno de R$ 7 milhões
para implantação de projeto de setorização de rede de água e de macromedição e
vazão e nível (primeira etapa) e projeto de pesquisa de vazamentos, substituição
de redes de ferro fundido, projeto de micromedição e implantação de automação
(segunda etapa). Após a primeira fase se atingiria 25% de perdas. Após a
segunda etapa, 20%. Mais informações podem ser obtidas no relatório entregue à
Emdaep.

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