O livro lançado em 2007 é, também, uma verdadeira aula de história da nossa música. Reverencia os grandes artistas brasileiros – músicos da melhor qualidade – e que são referência para o mundo como, Villa Lobos, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Tom Jobim e...
Muitas pessoas me perguntam se irei escrever outro livro? ‘Difícil’, respondo. Há muita coisa envolvida e sei de carteirinha do que estou falando. Dois, são os caminhos: ou você manda o ‘boneco’ do livro a várias editoras e espera, espera ou, envereda pelo caminho da produção independente. Eu segui a segunda opção.
Difícil! Poucos entendem o que é patrocinar cultura. Poucos sabem que, ao patrocinar cultura, descontam um montão de imposto de renda. Poucos dão atenção para que você possa explicar como funciona a Lei de Incentivo à Cultura (nº 8.313 de 23/12/1991), conhecida como Lei Rouanet. Aproveito para agradecer a todos que colaboraram comigo na primeira empreitada.
Acredito que, se estivesse com novo livro engatilhado, usaria a primeira opção. Uma editora, quando aposta no trabalho de um escritor, sabe o que virá pela frente. Livro editado, publicado, levado ao mercado e público certos; abordagem de marketing bem equalizada... Enfim, uma estrutura que dá ao dono da obra a certeza de que o prédio não irá desmoronar. Venda garantida; lançamento em uma livraria famosa; programa do Jô. Sonhar não custa nada...
Eu continuo amealhando histórias: os bêbados de plantão são os mesmos de quando comecei, ou seja, ainda pisam nos cabos e seguram o braço do violão, pedindo músicas das quais nunca ouvi falar e querendo cantar a qualquer custo. Em um jantar italiano vemos mulheres de vestido longo e gente de chinelo e bermuda. É o calor. Em um barzinho recebemos três ou quatro doses das mais variadas bebidas, oferecidas por clientes agradecidos pela música que você cantou. Melhor seria se as doses fossem trocadas por uma ou duas notas de 20, quem sabe 50.
Em 2011 (e agora em 2012 também), fiz o carnaval do clube Paranoá = cidade de Panorama, beira do Rio Paraná, divisa com o Mato Grosso do Sul. O lugar estava enfeitado com serpentina e confete, como nos velhos tempos; as noites foram quentes, mais que perfeitas; repertório próprio para a ocasião... Comecei com um sambinha, fui aumentando o ritmo, samba enredo, quadrado, rasgado, sincopado, sambão, marchinhas antigas, frevo. Mamãe eu quero... Ó jardineira... Menina vai, com jeito vai... Se você fosse sincera...
O clima foi esquentando, gente pulando, animada, cantando, relembrando antigos carnavais. Eis que, lá pelas tantas, quando as pessoas já faziam o tradicional trenzinho no salão, um gaiato me manda um bilhetinho pedindo a música boate azul. Não toquei, obviamente, a boate azul inapropriadamente solicitada. São as agruras por que passa um cantor de barzinho. Pensei: vou escrever um novo livro.
Todas as coisas que me aconteceram nestes últimos cinco anos (pós 2007), e as coisas todas que não foram incluídas no ‘Memórias’, estão sendo catalogadas e guardadas para um devido fim, no futuro.
Apropriadamente, o carinho com que as pessoas me olham; o respeito pelo trabalho que realizo e a admiração pelo dom que Deus me deu, me fazem extremamente agradecido e, por isso, busco a perfeição quando canto e dou gracias a la vida.
Se alguém perguntar por mim, diz que eu fui por aí, com o violão debaixo do braço...
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