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| Ministro Marcos Pontes |
De
volta ao passado
A
rápida passagem de Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações -
por esta cidade - fez aflorar lembranças deste jurássico colunista. É que,
durante alguns anos, frequentei a modesta casa de seus pais que ficava na vila
Bela Vista, um dos mais conhecidos e tradicionais bairros de Bauru.
Na
segunda metade dos anos 1950, meu pai era um conceituado alfaiate, com uma
seleta clientela da qual fazia parte, entre outros, José Vicente Aiello,
ex-vereador e prefeito. Francisco Andrêo (1916/1989) fazia os cortes dos ternos
de casimira e os endereçava para seus oficiais. Entre eles, figurava o calceiro
Virgílio Pontes, pai do astronauta que ainda não tinha nascido. Devia ser um
excelente profissional, pois seu Chico era bastante exigente, um verdadeiro
perfeccionista.
Nas
frequentes idas à casa de Virgilio, sempre havia oportunidade para um breve
bate-papo com dona Zuleika Barros Pontes. A mãe do astronauta era uma senhora
muito ativa e não recusava desafios. Tanto que, durante um certo tempo, tocou
um bar na rua Araújo Leite, nas proximidades do centro da cidade.
O
tempo passou, Francisco Andrêo mudou o rumo dos negócios e eu deixei de fazer o
trajeto de 4 ou 5 quilômetros, a pé, dois a três dias por semana. Terminei o
colegial e ingressei na faculdade, em março de 1961. Segundo informações, antes
de se dedicar às confecções de calças, Virgílio fora eletricista aprendiz da
Rede Ferroviária Federal, no setor de serviços gerais. Por seu turno, dona
Zuleika teria exercido as funções de escriturária da Rede Federal.
O
ministro nasceu em 11 de março de 1963, quando o colunista já cursava o 3º ano
de Letras e havia perdido o contato com seus pais. Uma convivência que levanta
muitas saudades.
Professor
Valdir Andrêo